Enquanto o Brasil se aproxima dos 130 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parece estar vivendo em uma espécie de realidade paralela em que pode ser dar ao luxo de participar de eventos sem a menor relevância para o momento que o Brasil está atravessando.

Para reforçar sua postura de candidato em campanha, Bolsonaro ainda aproveitou para dar suas tradicionais declarações polêmicas (para dizer o mínimo) contra todos aqueles que –na imaginação do mandatário– fazem parte de uma espécie de complô para derrubar seu Governo. Foi o que aconteceu na última quinta-feira (4) em Cascavel, Paraná, quando o ocupante do Palácio da Alvorada participou da inauguração do CNTA (Centro Nacional de Treinamento de Atletismo).

Inacreditável

No evento, Bolsonaro teve seu ego massageado com os gritos de “mito” que recebeu dos presentes e aproveitou a demonstração de idolatria para tratar de assuntos que não irão melhorar em nada a crise que sanitária e econômica que o país está passando.

Inacreditavelmente, o presidente da República, que não se comporta como tal, resolveu incentivar um clima belicoso contra a imprensa, em especial a Rede Globo. Bolsonaro ergueu uma placa em que estava escrito “Globo Lixo”, como se a luta contra o malvado veículo de comunicação impedisse que Bolsonaro comande o país. O presidente ainda posou com medicamentos sem nenhuma eficácia comprovada contra o novo coronavírus.

Jair Bolsonaro estava particularmente “inspirado”. Na ocasião, ele ainda se dirigiu aos seus admiradores e declarou que a prática de esportes faz com que os jovens evitem o caminho da esquerda, indo para a direita, “o caminho do bem”.

O presidente, que enfrenta um período de queda em sua popularidade, talvez tenha visto no evento uma forma de fazer um agrado ao seu público mais fanatizado ao comentar sobre as novas medidas que irá tomar.

O presidente Bolsonaro anunciou que na semana que vem irá editar três decretos sobre armas e que também beneficiaram os CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores).

Bolsonaro discursou que as armas são um direito da população, que elas impedem que um governante pretenda ser um ditador. O presidente armamentista ainda completou dizendo que não tem medo de estar ao lado do “povo de bem” armado no país.

Excludente de ilicitude

O líder do Executivo ainda ressaltou que pretende que seja aprovado o excludente de ilicitude, uma espécie de proteção jurídica para policiais que venham a matar em serviço.

O presidente ainda não havia terminado o seu repertório de piadas sem graça que comprovam que ele não respeita a liturgia do cargo. Ele fez piadas com teor sexual e ainda tentou novamente fazer graça com o tema do leite condensado, sempre com um humor de mau gosto.

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