A China anunciou recentemente seu mais novo avanço na busca pelo domínio da Tecnologia quântica. A corrida, protagonizada por China, Estados Unidos e Europa, já demonstrou sinais de grandes avanços que irão mudar significativamente as novas tecnologias que poderão surgir no futuro.

Com esse novo avanço, a China quebra o recorde de distância da comunicação quântica e se torna o primeiro país a estabelecer uma comunicação quântica de até 1.120 quilômetros, uma distância que superou em 10 vezes o recorde anterior. Com isso, a China demonstra seu poderio tecnológico que terá grandes implicações geoestratégicas.

A importância da tecnologia quântica

Antes de adentrarmos no assunto em questão, é importante que tenhamos o entendimento do porquê a tecnologia quântica representa o futuro tecnológico. Atualmente, as grandes empresas de tecnologia seguem um princípio básico na construção de seus processadores: a Lei de Moore.

Trata-se de uma das principais responsáveis pelo ritmo acelerado de lançamentos de novas tecnologias de computação que temos hoje. Apesar de não se tratar exatamente de uma lei bem definida, as grandes fabricantes de processadores, como Intel e AMD, ainda se utilizam desse princípio no desenvolvimento de seus equipamentos.

A lei é baseada em uma afirmação de Gordon Earle Moore (na época presidente da Intel), que em 1965 profetizou que "uma mesma quantidade de transistores que poderiam ser colocadas em uma mesma área dobraria a cada 18 meses, mantendo-se o mesmo custo de fabricação".

Apesar não ter sido levada a sério na época, não demorou muito para que sua profecia se concretizasse e as grandes empresas de tecnologia adotassem seu método.

No entanto, já está nítido, principalmente para as grandes empresas de tecnologia, que a Lei de Moore já apresenta sinais de exaustão. Atualmente, o silício é um dos principais componentes da produção de processadores.

Especialistas estimam que, não tardará muito para que esse componente se torne obsoleto, já que os chips de processamento estão se tornando cada vez menores.

E é justamente nesse meio que a tecnologia quântica entra como fator fundamental na substituição do silício. Diferente dos antigos computadores, que possuem apenas dois estados (0 ou 1), o computador quântico possui vários estados entre 0 e 1, que são chamados de "bits quânticos" ou "qubits".

Isso possibilita que uma gama de informações possa ser processada de maneira mais rápida. Sendo assim, isso possibilitará que os computadores do futuro sejam infinitamente mais rápidos e mais poderosos.

A China não está sozinha

Outras potências mundiais que também destinam grandes investimentos em tecnologia quântica são os Estados Unidos e a Europa. Em dezembro de 2018, a BBC News publicou matéria que colocava a China e os Estados Unidos em uma corrida acelerada em busca do controle dessa nova tecnologia.

De um lado, os Estados Unidos reunia na Casa Branca com altos funcionários do governo e representantes de grandes empresas de tecnologia, como Alphabet, IBM, JP Morgan Chase, Lockheed Martin, Honeywell e Northrop Grumman para debaterem estratégias de pesquisa para desenvolver tal tecnologia.

No mesmo dia, o governo americano ainda anunciou US$ 249 milhões (cerca de R$ 1,305 bilhão na cotação atual). O governo objetivava levar a cabo cerca de 118 projetos desse campo científico.

Apesar do gigante asiático ter dado um grande passo a frente, a iniciativa de comunicação quântica partiu da Europa, de onde saíram os primeiros experimentos. Mas é inegável que o investimento chinês foi bem superior.

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