A 5ª Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) julgou nesta terça-feira (10) um pedido do Ministério Público do Estado para que Gustavo Correa, cunhado da apresentadora e modelo Ana Hickmann, fosse a júri popular por conta da morte de Rodrigo Augusto de Pádua, que havia invadido um hotel onde Ana estava hospedada em Belo Horizonte e a feito refém, caso este ocorrido em 2016.

Por unanimidade, o TJ-MG manteve a decisão do julgamento em primeira instância, ocorrido em 2016, que considerou Corrêa inocente.

Na época, a juíza Âmalin Aziz Sant'Ana, titular do 2º Tribunal do Júri, o absolveu entendo que ele agiu em legítima defesa.

No entanto, Francisco de Assis Santiago, promotor do Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, recorreu da decisão em abril do ano passado. Em julho de 2016, o Ministério Público de Minas Gerais havia apresentado denúncia contra Corrêa por homicídio doloso, crime que consta no artigo 121 do Código Penal. Se condenado, ele poderia pegar de 12 a 30 anos de prisão. As investigações feitas pela Polícia Civil haviam apontado o oposto do sentido da denúncia.

Confiante na absolvição

Antes do julgamento, Corrêa conversou com a reportagem do jornal Estado de Minas e se mostrava tranquilo e confiante em sua absolvição. Após o veredito, ele voltou a conversar com a imprensa e disse que sempre acreditou em um desfecho favorável. “Era o que eu esperava. Meus familiares também, só que a gente nunca cantou vitória”, disse. Ele também agradeceu o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

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“A justiça tarda, mas não falha”, celebrou Fernando José da Costa, advogado de Corrêa, após o julgamento. Ele disse ainda que ficou surpreso que o MP de Minas Gerais apresentasse denúncia de homicídio culposo mesmo as investigações apontando legítima defesa e criticou o promotor Francisco Santiago.

“Antes do interrogatório, momento mais importante do processo, o mesmo [Santiago] deu uma entrevista informando que iria pronunciar o Gustavo”, disse o advogado.

“Não deu sequer a oportunidade de ouvir a versão de Gustavo”, seguiu Costa, dizendo ainda que a decisão do MP foi parcial.

Em maio de 2016, Pádua invadiu o hotel onde Ana estava hospedada, no bairro Belvedere, na região centro-sul de Belo Horizonte, e tentou matá-la. Após entrar em luta corporal com o homem, Corrêa deu três tiros na nuca do invasor, que morreu.

Apresentadora comemora o julgamento

Em uma postagem nas redes sociais, a apresentadora Ana Hickmann celebrou a absolvição de seu cunhado no julgamento desta terça.

“Meu Deus, muito obrigada! 3 a 0! Legítima defesa. Mais uma vez a justiça foi feita”, escreveu no Instagram.

Ela também agradeceu ao advogado e disse que a decisão trouxe paz para sua casa.

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