Foram 45 anos de vida, experiências, descontração, alegria, muito profissionalismo e companheirismo. Bom lembrar desta forma do que começar a falar sobre a morte inesperada de Rodrigo Rodrigues, apelidado de “RR” nos bastidores televisivos.

O apresentador deu entrada no hospital no último dia 25 de julho, no Rio de Janeiro, pois sua saúde indicava sintomas parecidos com os do coronavírus. Ele estava na UTI e foi acometido por uma trombose venosa cerebral decorrente da Covid-19. Não resistiu.

Rodrigo estava afastado desde o começo de julho e relatou à Rede Globo, empresa onde trabalhava, que havia se encontrado com um amigo, o qual testou positivo para o coronavírus.

Posteriormente e submetido a exame, o resultado deu positivo para Rodrigo Rodrigues.

A Globo recomendou que “RR” ficasse isolado em casa, apesar de demonstrar sintomas leves sem grandes impactos ou consequências em seu bem-estar. No entanto, o jornalista foi internado no hospital Unimed, após reclamar de vômitos, dores de cabeça e de desorientação.

No dia seguinte, 26/07, Rodrigo teve que ser operado visando a diminuição da pressão interior do crânio e, após o procedimento médico, ficou em coma induzido. Ontem, sua vida expirou com o reconhecimento de sua morte encefálica.

Carreira dinâmica

Antes de se firmar no programa de debate esportivo “Troca de Passes”, do canal SporTV, Rodrigo mostrou o quanto era versátil, dinâmico e competente.

Essas e outras qualidades fizeram com que muitos colegas de trabalho e gente especializada em mídia o reconhecessem como gigante da Televisão.

Com um legado de 25 anos, “RR” aparece pela primeira vez na Rede Vida, em 1995, embora escolha estudar jornalismo dois anos depois.

Em 2001, ele vai para o “Vitrine”, programa de variedades da TV Cultura, e fica mais dois anos lá.

Ainda passou rapidamente pelo SBT e Bandeirantes, mas em 2005 volta à TV Cultura para dividir a apresentação do “Cultura-Meio Dia” com Maria Júlia Coutinho.

No ano de 2011, Rodrigo mergulha em uma área popular e como o conheceríamos até os seus últimos dias: o esporte. Seu primeiro projeto foi ancorar o “Esporte Interativo”, da ESPN Brasil.

Por seu jeito leve e descontraído de tratar a informação, ganhou a confiança de seus próximos. Ainda nessa área apareceu na TV Gazeta, Esporte Interativo e na Rádio Globo. Em 2019, foi contratado pela TV Globo.

Porém, Rodrigo Rodrigues dividia a vida entre o esporte e outra paixão cultivada na sua infância: a música. Aprendeu violão e, desde 2008, fundou a banda The Soundtrackers, voltada para tocar grandes trilhas cinematográficas.

Bastante ativo, arriscou seus dedos fora dos acordes musicais e os utilizou na pesquisa e elaboração de dois livros: “As Aventuras da Blitz” e o “Almanaque da Música Pop no Cinema”.

Segredo a revelar

De acordo com Fábio Noogh, amigo de “RR”, o apresentador pretendia mostrar o seu lado pai para os fãs e para a mídia.

É que Rodrigo Rodrigues tem um filho de 24 anos chamado Gabriel.

Antes de morrer, ele chegou a falar com a mãe, Dona Sônia, sobre a intenção de incluir Gabriel no plano de saúde empresarial dele e, quando sentisse que era chegada a hora, o assumiria publicamente como pai.

Fábio se estende e diz que conhece Gabriel: ele não se espanta de tanta semelhança entre os dois. Gabriel tem a voz aguda, igual a do pai e fala de maneira idêntica como Rodrigo se expressava.

Quando tinha 7 anos de idade, Gabriel foi reconhecido e registrado por Rodrigo Rodrigues como seu filho legalmente. Fábio Noogh não soube dizer do porquê de esconder essa história. Disse somente que o “amigo manteve segredo de todos nós esse tempo todo, creio eu, para resguardar a vida íntima de todas as partes envolvidas”.

As homenagens vieram de comentaristas, apresentadores do mundo esportivo, locutores e gente da televisão como Galvão Bueno, Sabrina Parlatore e Casagrande. Todos enalteceram o brilhantismo e o carisma da personalidade de Rodrigo Rodrigues.

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