Uma mulher revelou que ela e seu marido deixaram que as pessoas vissem o casal fazendo #sexo em troca de dinheiro. O casal teve esta ideia depois de ver outros casais fazerem o mesmo. O casal, que usa os nomes Rebecca e Andy, e diz ser canadense, ambos na casa dos 20 anos, possui um blog dedicado a resenhar brinquedos sexuais. Nele, “Rebecca” contou sobre sua experiência exibindo-se sexualmente a estranhos pela internet pela primeira vez.

A dupla teve essa ideia depois de assistir a outros casais fazerem o mesmo no site Chaturbate, que, como o nome diz, combina as possibilidades das salas de bate-papo virtuais e do prazer erótico, exibindo sexo e possibilitando comunicação entre os presentes, incluindo “artistas” e espectadores . “Nós podemos passar horas assistindo a casais no ar dando prazer um o outro e interagindo com seus patrocinadores [no original, tipper: pessoa que dá tips, gorjetas ou pequenas somas de dinheiro em troca de algum serviço – no caso em questão, os casais geralmente recebem algum dinheiro em troca de praticarem algum ato sexual pedido]. Mas, depois de algumas semanas assistindo, você começa a pensar ‘nós podemos fazer isso’”, escreveu Rebecca.

O casal, porém, não ganhou muito dinheiro com sua primeira experiência no ramo. Seja por falta de tino ou por amor à arte, em vez de fazer como muitos cammers (pessoa que usa uma webcam, câmera de vídeo que capta imagens e as transfere para um computador), que só fazem sexo transmitido pela internet depois de receber o dinheiro, eles preferiram fazer o sexo de qualquer maneira e deixar que as pessoas fossem contribuindo se quisessem. Quase o contrário da velha canção Bailes da Vida (“Foi nos bailes da vida ou num bar/Em troca de pão/Que muita gente boa pôs o pé na profissão/De tocar um instrumento e de cantar/Não importando se quem pagou quis ouvir”), não importava se quem viu quis pagar.

Com este modelo de negócios um tanto disfuncional, não é surpreendente que o casal não tenha amealhado uma fortuna em sua primeira experiência exibicionista. Na verdade, embora tenham sido assistidos por cerca de 380 pessoas, conseguiram apenas oito dólares (americanos ou canadenses... não fica claro qual a moeda em questão – de qualquer maneira, menos de trinta reais às taxas de conversão atuais) por seus esforços. Não é bem “o resgate de um rei”, para usar uma velha expressão. Os cammers mais bem pagos da noite, pensa ela, conseguiram centenas ou talvez até milhares de dólares.

Apesar da arrecadação medíocre (e ainda dizem por aí que sexo vende; pode ser, mas é preciso saber cobrar), ela acha que a experiência foi positiva: “Mas nós saímos com mais do que apenas $8. Saímos amando ainda mais um ao outro por termos ido nesta aventura juntos, com a confiança dos elogios de estranhos nos assistindo e a empolgação de sermos exibicionistas, que nos fez voltar para mais na noite seguinte.” O casal continua usando o site Chaturbate e fazendo suas apresentações quando tem vontade.

O texto de Rebecca foi republicado com sua permissão no site especializado em relacionamentos Your Tango, alcançando, assim, grande repercussão internacional, tendo sido citado, por exemplo, pelo site do jornal britânico Daily Star. #Relacionamento #Curiosidade