Os contos de fadas mais famosos foram escritos na Idade Média com o objetivo de dar lições de moral e alertar as pessoas sobre os perigos daquela época. Na Idade Média não existiam os recursos de hoje como internet e televisão. A imprensa escrita estava engatinhando e a maioria das populações não sabiam ler e nem escrever. Contar histórias era a forma mais fácil de fazer os acontecimentos chegarem ao destinatário.

Os contos de fadas estavam de acordo com o contexto histórico da época: dificuldade de criar os filhos por causa da miséria que era comum naquele tempo. Mãe e pai que morriam cedo por causa de doenças e deixavam seus filhos na responsabilidade do conjugue que ficava.

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Estes com o tempo casavam novamente e o padrasto ou madrasta na maioria das vezes não aceitavam o filho do companheiro. Os sentimentos comuns nos seres humanos aparecem nestes contos como: a inveja, a maldade, a cobiça, ou seja, os pecados que serão comuns em qualquer período da história da humanidade.

As moças casavam muito cedo, a relato de meninas que casaram com 12 anos ou 13 anos é frequente. Os pais escolhiam os maridos para as filhas, muitas vezes olhando a interesses financeiros, sem se preocuparem com a índole do candidato ou se suas filhas seriam felizes.

As estradas e florestas estavam cheias de perigos, constantemente eram invadidas por ladrões e animais ferozes, era preciso chamar a atenção das pessoas para não conversarem com estranhos.

A maioria dos contos teve sua versão original mudada várias vezes.

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Os contos eram violentos, com finais infelizes. É importante lembrar que estas histórias foram feitas na verdade para os adultos. Na Idade Média não se dava importância para a infância. O tempo fez com que estas histórias fossem amenizadas, pois a esperança não podia ser tirada das pessoas e o público alvo passou a ser as crianças. Os contos continuaram passando de pai para filho, sem perder as lições de moral. Porém deixando viva a chama da esperança de que tudo pode ter um final feliz.