O que é ser adolescente? As respostas que escutamos sobre estas perguntas são: "Adolescente é aborrecente". "É ser grande demais para ser criança e pequeno demais para ser adulto." "É consumista;... é imediatista;... é insegura;... é irresponsável".

As ideias acima expressam mitos que se tornaram comuns e generalizados. Segundo esta ideologia, adolescente é irresponsável, intransigente, tem instabilidade emocional e é imprevisível. Mas não podemos esquecer que muitos adolescentes trabalham, são responsáveis, e em alguns casos ajudam a sustentar a família.

Adolescência significa: Amadurecer, crescer, desabrochar.

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Adolescer vem do verbo latino adoecer. A puberdade, característica do amadurecimento é compreendida como um processo natural. No século XIX não se falava em adolescente, existiam adultos jovens. Na Idade Média, o trabalho estava associado à produção artesanal e ao comércio. Não havia separação entre vida e trabalho, entre socialização familiar e profissional. As pessoas começavam a trabalhar antes chegar à adolescência.

Na Idade Moderna, houve uma crescente necessidade de conhecimentos especializados na área técnico-científica para a produção do trabalho e também aumentaram as exigências de preparação das pessoas para o mundo do trabalho. A escola passou a representar o espaço responsável da preparação para o mundo do trabalho. Tudo isso contribuiu para necessidade de formalização de #Educação e resultou na separação da infância para a fase adulta.

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A maioria das culturas tem ritos de passagem da infância para a fase adulta. Para o grupo, a pessoa que inicia o ritual está na condição de criança e, ao terminar, adquire no status social, a condição de adulto. Assim o rito de passagem demarca a maioridade social do adolescente. Estes ritos podem ser: isolamento social, rituais, festa de 15 anos, maioridade, dramatização da morte, renascimento, celebrações.

A contemporaneidade é um termo que indica o período iniciado na segunda metade do século XX. As mudanças familiares e sociais acabam por influenciar as relações homem/mulher. Se o adolescente já é, em geral, inseguro no campo das relações afetivas, isso intensifica por causa das mudanças nas relações de gênero da contemporaneidade. Estudos evidenciam que as mudanças familiares e sociais acabam por influenciar as relações sócio-afetivas entre os adolescentes dos sexos feminino e masculino.

As mudanças na família, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, a diminuição do tempo dos pais na vida dos filhos ou dos problemas familiares como o divórcio, a exposição intensiva à TV, afetam a formação do pensamento das crianças e dos adolescentes. A babá eletrônica transforma nossos adolescentes em consumistas. E para realizar seus sonhos de consumo nem sempre escolhem o caminho certo, e acabam se envolvendo com as drogas ou entram no mundo do crime.