Cleosane Coelho Mascarenhas, também conhecida como Cléo, era dona da Pousada Nova Estância, famosa na região de Brumadinho e um dos prédios que foi destruído após o rompimento da barragem na última sexta-feira (25). Ela estava desaparecida desde a tragédia e seu corpo foi encontrado nesta segunda-feira (28).

Cléo morava no prédio em que ficava sua pousada, junto com seu marido, o empresário e fundador da escola de idiomas Number One, Márcio Mascarenhas.

Tanto ele quanto um dos filhos do casal ainda não foram encontrados desde o rompimento da barragem. Algumas pessoas que estavam hospedadas na pousada também continuam desaparecidas.

Nota de pesar

A Associação Brasileira de Franshising (ABF) emitiu uma nota lamentando o falecimento do empresário, ainda que seu nome não conste entre os corpos já identificados. No Facebook, a conta de Márcio já está listada como "em memória", status atribuído a perfis de pessoas que faleceram.

Márcio já não fazia parte da diretoria da Number One desde 2017, quando se dedicou a cuidar da administração da pousada ao lado de Cléo. O estabelecimento, que era famoso em Brumadinho, já foi visitado por figuras como Caetano Veloso e o ator Marcos Veras. Até o momento, Cléo foi a única da família identificada na lista de corpos e a pousada está destruída.

Três funcionários da Vale e dois engenheiros foram presos

Nesta terça-feira (29), três funcionários da Vale e dois engenheiros que prestavam serviço para a empresa alemã Tüv Sür foram presos pela Polícia Federal em meio às investigação do desastre de Brumadinho.

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Os funcionários teriam envolvimento direto com o empreendimento da mineradora. Já os engenheiros foram responsáveis por atestar a estabilidade da barragem antes do rompimento acontecer. O mandado que os detêm tem a duração de 30 dias e o seus depoimentos devem ajudar nas investigações.

Em nota, a Vale disse que irá prestar toda a ajuda necessária para a Polícia Federal e garantiu que prestará auxilio incondicional para as famílias que foram afetadas pelas ondas de lama.

Além das cinco prisões, mais doze mandados de prisão foram emitidos, além de cinco ordens judiciais expeditas contra a Vale pela Justiça Federal em Belo Horizonte.

Já a Tüv Sür garantiu que uma inspeção regular de segurança foi feita no dia 26 de setembro de 2018. A empresa alega que a inspeção estaria de acordo com o que foi previsto pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

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