Transporte sustentável é uma realidade longínqua e de poucas vendas efetuadas até agora, significando que, mesmo sendo ambientalmente correto, não é fácil de se ver por aí.

Entretanto, o governo do Distrito Federal quer mudar um pouco essa lógica desfavorável e investiu na ideia de carros menos poluidores e com uso de combustível que não prejudique a Natureza.

Contando com a parceria estabelecida com a ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e com a PTI (Projeto Tecnológico Itaipu), Brasília tem agora uma frota de 16 carros movidos por energia elétrica.

Apesar de pioneiro, o projeto contempla o deslocamento de veículos em pequenos trechos e eles, os carros, só poderão ser usados pelos servidores públicos na modalidade de carsharing, ou seja, o modo compartilhado de utilização do Twizy, modelo fabricado pela indústria francesa Renault.

Ficha corrida

Batizou-se esse projeto como VEM DF (Veículo para Eletromobilidade), e, nesta fase inicial, serão disponibilizados 16 Twizy, cuja performance pode ser descrita assim: a velocidade máxima de um carro desse tipo é de 80 km/h e sua autonomia de percurso é estimada em 100 km com uma carga de bateria.

A rota para deslocamento envolve somente idas e vindas entre órgãos públicos. O estacionamento de origem desses carros será a Esplanada dos Ministérios.

Uma das partes mais curiosas do VEM DF está no software que gerencia os Twizy; coube ao PTI o seu desenvolvimento. Com o nome de MoVE, o programa mostra quais são os veículos disponíveis para reserva e oferece outros dados em tempo real como, por exemplo, a localização, o nível da carga de bateria, a velocidade e a quantidade de CO2 economizada, ajudando assim, na conservação e limpeza da atmosfera.

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Natureza Tecnologia

Por meio de um cartão distribuído aos funcionários públicos cadastrados previamente em um sistema, pode-se destravar o carro e dirigi-lo.

Quanto a uma possível “pane seca”, o VEM DF prevê a instalação de 35 eletropostos (o equivalente ao posto de gasolina tradicional), a qual ficará por conta de uma indústria do setor elétrico, dando assim, mais um incentivo à adoção desse tipo alternativo de transporte. No futuro, os eletropostos terão utilização coletiva e abrangerão carros fabricados por outras marcas automotivas.

Por que lá?

A cidade de Brasília possui algumas vantagens na aplicação dessa Tecnologia: a primeira é por estar fundada em um relevo plano, o que contribui para o consumo menor da bateria; ela apresenta boa temperatura e a tensão utilizada na capital federal, de 220 volts, não requer adaptação para se implantar os eletropostos.

No intuito de disseminar e apoiar o transporte mais sustentável, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, formula um projeto de isenção de IPVA por um período de cinco anos para os proprietários que venham adquirir veículos elétricos.

O investimento total foi de R$ 3,1 milhões divididos desta forma: R$ 2,1 vieram da ABDI para bancar a frota e os eletropostos; o restante, R$ 1 milhão, veio do PTI e direcionado ao desenvolvimento do software.

Para bom uso desta tecnologia, os servidores receberam algumas orientações: entre elas, estão o carregamento da bateria sempre que o veículo estiver parado e não usar o Twizzy para reuniões demoradas em lugares que não existam área de compartilhamento.

Mesmo modelo

A Renault tem espalhado esse tipo de mobilidade em outros países do mundo.

Na Espanha e na França, o carsharing de frota elétrica foi implantado de forma igual ao de Brasília. Em Portugal, eles foram um pouco mais além, já que o carro também pode funcionar com energia eólica ou solar.

No Brasil, o carro elétrico é uma realidade na Ilha de Fernando de Noronha (PE), pois a administração do local usa apenas carros movidos à eletricidade. A frota de lá é composta por 6 veículos. Entusiasmado com a ideia, o governador pernambucano, Paulo Câmara, assinou um decreto que valerá a partir de 2022, permitindo apenas a entrada de veículos elétricos na ilha.

Embora numa escala bem menor, há iniciativas semelhantes que circulam em Belo Horizonte e em São Paulo, com a adoção do carsharing e reserva por aplicativo.

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