Na tarde da última sexta-feira (14), Mariana Denk, de 22 anos, biomédica e moradora da cidade de Irineópolis, em Santa Catarina, pegou seu celular para filmar o céu assim que percebeu algo diferente nas nuvens. Sem sequer imaginar que o que estava por vir se tratava da formação de um tornado, ela acabou flagrando o momento de formação do fenômeno natural que ocorreu em frente a sua casa, causando grandes destruições em pelo menos dois municípios.

Tornado

O fenômeno natural ocorreu também na cidade de Água Doce, há uma distância de 100 km de Irineópolis. Chuvas fortes de granizo e fortes ventos atingiram diversas cidades do interior do estado.

De acordo com informações da Defesa Civil, 27 cidades catarinenses foram atingidas, 1.500 famílias estão fora de casa, entre estas algumas perderam absolutamente tudo que tinham. Foram registradas 16 pessoas com ferimentos e uma que veio a óbito.

Mariana Denk

A biomédica, que realizou a filmagem do momento em que o tornado se formou, concedeu uma entrevista ao portal UOL, onde relatou que tudo aquilo "parecia cena de filme", relatando o medo intenso relacionado a algo que jamais tinha visto em toda a sua vida.

Mariana ainda conta que nem imaginava que o que estava acontecendo se tratava de um tornado, e que ela só conseguiu imaginar aquela coisa dando uma volta e atingindo diretamente a casa dela.

Ela só se deu conta do que tinha registrado depois da constatação de que se tratava realmente de um tornado, e que até o momento tudo para ela é muito surreal e sem explicação.

Registro

O registro do fenômeno ocorreu enquanto Mariana estava na cozinha de sua casa, e ela optou por filmar quando se deu conta que as movimentações que aconteciam nas nuvens eram muito diferentes e mais rápidas do que o normal.

Ela relatou que tudo acontecia muito rápido e que as nuvens foram se movimentando até formar um grande redemoinho. Neste momento, ela diz ter gritado para que seus pais e seu irmão saíssem da rua e entrassem em casa. Neste momento, ela diz que o tornado seguiu em direção à serra, e que ela não sabia que aquilo era só o começo de tudo que aconteceu na região.

A casa de Mariana não foi diretamente atingida e a família passa bem, sem nenhum prejuízo físico ou material. A única consequência em sua residência foi a falta de internet e luz.

Estragos

Quase cinco mil residências foram atingidas pelo fenômeno e 1.500 pessoas estão desabrigadas, divididas entre alojamentos e casa de familiares.

Um jovem de apenas 22 anos foi o único registro de óbito até o momento e, das 16 pessoas feridas, duas delas, residentes de Águas Claras, estão em estado grave. Inclusive, a situação foi tão devastadora no município que um estado de calamidade pública foi decretado.

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