Em entrevista à revista Época, indígenas da tribo Kamayurá alegaram que Kajutiti Lulu Kamayurá, filha adotiva da ministra Damares Alves, foi levada da aldeia ilegalmente quinze anos atrás. A tribo fica localizada na reserva do Xingu, no norte do Mato Grosso.

De acordo com Mapulu, pajé da aldeia, a ministra Damares e sua amiga Márcia Suzuki visitaram a tribo há quinze anos e se apresentaram como missionárias. Usando o pretexto de realizar um tratamento dentário, levaram Lulu ilegalmente do local. Na época, a indígena tinha apenas seis anos de idade.

Ainda durante entrevista, Mapulu alega que Lulu era criada pela avó paterna e ambas teriam chorado muito na hora da despedida.

Mas Márcia teria levado a menina na marra, com o pretexto de mandá-la de volta à aldeia quando se iniciassem as férias escolares.

Damares Silva e Márcia Suzuki abriram uma fundação com o objetivo de salvar crianças indígenas, a ONG Atini.

Adoção

Não é nada fácil realizar a adoção de uma criança indígena, isso porque, além da aprovação da família biológica da criança, também é necessária a aprovação da Justiça Federal e da Justiça comum e uma aval da FUNAI. Além disso, a opinião de toda a tribo indígena também deve ser ouvida e tanto a criança quanto o adotante devem passar por acompanhamento psicólogo para comprovar a real ligação entre eles.

Em entrevista à TV Globo, a ministra admitiu que nunca formalizou a adoção de Lulu, ou seja, não passou por nenhum dos processos legais citados acima.

Ministra nega ter tirado filha adotiva ilegalmente de sua tribo

Através de nota, a ministra negou nesta quinta-feira (31) que Lulu, hoje com 20 anos, tenha sido arrancada ilegalmente de sua família na tribo Kamayurá. Segundo a ministra, ela é apenas a "cuidadora" da jovem e a considera como filha.

Segundo Damares, Lulu foi tirada da tribo com o total consentimento de todos para a realização de um tratamento ortodôntico.

Além disso, Lulu também teria vindo a Brasília para estudar.

Damares alega que a família biológica de Lulu ainda reside em Brasília e faz visitas frequentemente a jovem.

A ministra declara que com frequência Lulu faz visitas a sua tribo, informação essa contestada pela pajé, que diz que a primeira visita de Lulu a aldeia aconteceu há apenas dois anos.

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