Quase 20 dias após o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que deixou 165 mortos e mais de 100 desaparecidos, uma boa notícia foi dada nesta segunda-feira (12), pelas equipes de resgate. Cinco pessoas que eram consideradas desaparecidas foram encontradas com vida e estão bem.

De acordo com informação passada pelo Corpo de Bombeiros, e reportadas pelo "Jornal da Record", foi realizada uma verificação mais apurada que pontuou que essas pessoas, até então consideradas desaparecidas, haviam se abrigado com parentes e amigos.

As autoridades, no entanto, não disseram os nomes das pessoas, e se elas seriam funcionárias da Vale ou moradores da região.

Pela primeira vez após 18 dias de intensas buscas, o número de mortos ultrapassou o número de desaparecidos. De acordo com as autoridades, foram encontrados 165 corpos, sendo 160 já identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). Já o número atualizado de desaparecidos é de 155.

Já os últimos sobreviventes que estavam em meio à lama foram encontrados em 26 de janeiro, um dia depois do rompimento da barragem. Eles estavam em uma caminhonete que foi ilhada pela lama e só foi encontrada por uma equipe que fazia buscas de helicóptero.

Nos últimos dias, os trabalhos de resgate estão contando com maquinários mais pesados, uma vez que o solo não se encontra mais tão encharcado. As buscas têm se concentrado na área onde ficava o refeitório da Vale, onde havia muitas pessoas por ser hora do almoço quando houve o rompimento, e também onde eram os vestiários.

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Polícia

O Rio Paraopeba também tem sido vasculhado pelos bombeiros, uma vez que por conta das chuvas, corpos –ou partes– podem ter sido arrastados pela correnteza.

Volta às aulas

Aos poucos os moradores de Brumadinho tentam voltar à rotina normal, apesar de todo o estrago causado pelo rompimento da barragem da Vale. Nesta segunda-feira (11), cerca de sete mil alunos das escolas públicas da região voltaram às aulas.

Que mora na zona rural, afetada pelos rejeitos, está sendo transportado pela Vale, uma vez que ainda há estradas bloqueadas.

No primeiro dia de aula, os professore fizeram uma roda de acolhimento, promoveram bate-papos e deixaram os alunos mais à vontade. “Precisamos fortalecer, sermos cada dia mais unidos para um ajudar o outro”, disse Selma Ferreira de Souza Flores, que é diretora de uma das escolas.

“Meio estremecido, com medo do futuro, mas a gente tenta prosseguir”, disse Marleide Alves, mãe de um dos alunos.

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