Arthur Vinicius de Barros Silva Freitas infelizmente foi mais uma vítima fatal do incêndio que aconteceu nesta sexta-feira (08), no Ninho do Urubu, alojamento do Flamengo. Sua mãe, Marília Silva, tentava confortar amigos do garoto que choravam em seus ombros, durante o enterro dele. A mãe da vítima contou como foi a última vez em que ela deixou seu filho na porta do clube. Segundo ela, ele pegou na sua mão e pediu benção.

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Ela disse que Deus o abençoasse e num gesto de despedida os dois disseram que se amavam. Aquele momento foi a última vez em que Marília pôde sentir seu filho com vida e saúde.

Ela ainda não sabe como será a vida dela depois dessa tragédia. Contudo, pede para que Deus dê forças e precisará do apoio da família para tentar vencer a dor da saudade.

No enterro de Arthur, amigos dele vestiam camisas do Flamengo ou do Volta Redonda.

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Eles choravam perto de Marília, que os consolava e falava sobre o amor que seu filho tinha pelos amiguinhos.

No velório do garoto estava o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do prefeito de Volta Redonda. O Hino do Flamengo foi entoado como homenagem para Arthur que estava vivendo um grande sonho de sua vida.

Festa de aniversário

Marília tentava entre uma conversa e outra entender o sentido da vida.

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Polícia Flamengo

Ela contou aos jornalistas que na sexta, dia da tragédia, ela acordou pensando nos preparativos para a festa de aniversário de Arthur, que seria no dia seguinte. O garoto tinha deixado uma lista de convidados pronta e até mesmo uma configuração de mesa onde cada grupo sentaria.

O menino completaria 15 anos no dia seguinte da tragédia. As ironias do destino ainda são mistérios para todos.

Trabalho cumprido

Marília disse que a única coisa que conforta um pouco seu coração é saber que ela fez tudo pela alegria do garoto.

Ela disse que não se arrepende de nada e faria tudo de novo se fosse possível.

O pai de Arthur faleceu quando ele tinha cinco anos e, diante disso, mãe e filho acabaram se tornando mais próximos. Segundo familiares, os dois conseguiam se comunicar através de olhares e gestos, onde só eles se entendiam.

Em um momento, após o enterro, a mãe da vítima se permitiu esquecer um pouco a dor que estava passando e contou alguns momentos de risos que viveu com o filho.

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De acordo com ela, ele não gostava de banana e o técnico do time exigiu que ele comesse antes de um jogo. Foi quando, ele teve um gancho. A mãe disse que seu filho não suportava banana, principalmente em decorrência daqueles bichinhos que ficam em cima na fruta quando ela está bem madura.

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