O acidente com o helicóptero onde estava o jornalista Ricardo Boechat já está sendo investigado pelo Cenipa, órgão responsável quando acontecem acidentes com aeronaves. Entretanto, o relato de uma testemunha pode ser chave para elucidar o que realmente aconteceu nesta segunda (11), na rodovia Anhanguera. Em meio a destroços da aeronave e do caminhão que colidiu com o veículo aéreo, ficaram os corpos carbonizados das duas vítimas fatais.

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Boechat estava voltando de uma palestra que deu em Campinas para São Paulo e de acordo com a viúva, disse que almoçaria em casa. Entretanto, já de acordo com as testemunhas, o helicóptero vinha voando normalmente quando de repente uma possível pane o fez tentar um pouso de emergência na rodovia Anhanguera. Um caminhão que vinha em sentido interior colidiu com a aeronave, que começou a pegar fogo.

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Além de Boechat, também morreu no acidente o piloto, Ronaldo Quattrucci. Informações preliminares dão conta de que o veículo aéreo estava em condições regulares, tanto em relação à documentação, quanto em relação à manutenção. Boechat deixou seis filhos e uma viúva. Já o piloto, deixa esposa e dois filhos.

Testemunha relata o que viu do acidente que vitimou Boechat

Leilaine Rafael da Silva, testemunha importante do acidente, foi quem chegou primeiro ao local do acidente.

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Ela socorreu o motorista do caminhão, quebrando o vidro com seu capacete e cortando o cinto de segurança com uma faca de um transeunte. Ela vinha na rodovia, no mesmo sentido do caminhão e percebeu que algo estava errado com o helicóptero.

Logo após ela relata que o caminhão acertou em cheio a aeronave que começou a pegar fogo. Segundo ela, momentos antes, entretanto, o passageiro do helicóptero, Boechat, saltou da aeronave em chamas, mas o veículo aéreo, após a colisão com a carreta, acabou caindo sobre ele.

“Eu vi uma pessoa do lado direito do helicóptero, quando já estava prestes a pousar, pulando", contou. O passageiro era Boechat. Logo após ela relata a colisão com o caminhão e finaliza: "foi nessa hora que caiu em cima da pessoa que pulou”.

A testemunha ainda diz que Boechat sobreviveu, pois estendeu o braço quando ainda estava no chão, na tentativa aparente de pedir ajuda. O problema teria sido mesmo a queda do helicóptero em chamas sobre ele.

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A Polícia Civil (46º Distrito Policial) já iniciou as investigações.

O jornalista era âncora do "Jornal da Band", tinha um programa de rádio na BandNews FM e também uma coluna na revista IstoÉ.

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