Um dos autores do massacre na Escola Estadual Professor Raul Filho, em Suzano, na Grande SP, que deixou cinco crianças e duas funcionárias mortas, teria enganado seu pai momentos antes de cometer o crime. Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, foi até a estação de trem junto com o pai para ir ao trabalho de serviços gerais. Entretanto, ele disse ao pai que não se sentia bem por conta de uma febre e dor de garganta e que iria voltar para casa. Mas ele não voltou. Luiz foi se encontrar com o outro atirador, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, com quem realizou o ataque.

As informações da matéria e depoimentos das pessoas foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com relatos de um vizinho dos atiradores, Cesar Abidel, de 53 anos, a mãe do Luiz o chamou um pouco apreensiva dizendo que seu filho não tinha voltado para casa conforme o pai dele havia comentado. O vizinho tentou ligar no celular de Luiz e não conseguiu contato.

Segundo a vizinha Cida Abidel, Luiz e o outro atirador, que eram amigos, viviam sentados em frente da casa conversando e rindo. Eles sempre pareciam bem alegres e tranquilos. Conforme dizeres da vizinha, Luiz era muito protegido pelos pais. Ele era o filho mais novo.

Os dois atiradores costumavam ir a uma lan house que fica nas proximidades de suas casas e jogavam Mortal Kombat, Counter Strike e Call of Duty.

Segundo a funcionária Nádia Cordeiro, eles chegavam, cumprimentavam rapidamente e já iam para os jogos.

Família reservada

A família de Guilherme Taucci sempre foi muito reservada, segundo vizinhos. Na casa dele há vários brinquedos espalhados pelo quintal. Ele morava com duas irmãs, de 7 e 9 anos, e o seu avô. A sua avó havia falecido recentemente.

O ajudante Michel Aparecido comentou que o garoto sempre foi muito quieto e cabisbaixo. Contudo, nunca desconfiaram que ele poderia agir assim com tanta crueldade. Pelas redes sociais ele postava vários jogos sobre tiros.

Em 2018, Guilherme abandonou a escola. O autônomo Diego Ribeiro, de 20 anos, comentou que o rapaz parecia viver em tristeza.

No entanto, não parecia que podia machucar alguém.

Nesta quarta-feira (13), o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, falou que Guilherme pretendia voltar aos estudos. A mãe dele não se conforma com o filho agir assim. Ela ficou perplexa também dele ter matado o irmão dela, Jorge Antonio de Moraes, de 51 anos.

Conforme informações da prefeitura de Suzano, os dois teriam atuado sozinhos. Não há indícios de que por trás tenha uma ação terrorista maior. Entretanto, as investigações vão analisar todos os pontos.

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