O filho de Eike Batista, Thor Batista, teve milhões bloqueados pela Justiça de Minas Gerais (MG) nesta quarta-feira (20), devido a uma ação para garantir que os débitos de credores sejam devidamente assegurados.

A família de Eike Batista vem sofrendo duros golpes nos últimos anos. Dessa vez, a Justiça determinou o bloqueio de nada menos que R$ 778,4 milhões do filho mais velho do empresário.

A juíza Claudia Helena tomou essa decisão por causa de uma ação que corre em sigilo, movida pelo administrador judicial da MMX, empresa pertencente ao grupo empresarial de Eike Batista.

Isso porque essa empresa está em processo de recuperação judicial. Essa ação tem como principal objetivo pagar os credores da empresa, por isso, os valores equivalentes a essas despesas estão bloqueados pela Justiça.

As tentativas de contato com a defesa de Thor e com o administrador da MMX para quaisquer esclarecimentos não foram atendidas. Segundo informações, esses valores foram bloqueados da conta bancária de Thor Batista porque foi possível rastrear e detectar uma transferência bancária de fundos feita por Eike para o seu filho, justamente com a intenção de esconder esses valores da Justiça.

Em 2017, uma apreensão de bens já havia sido determinada por uma Vara empresarial, onde foram apreendidos os bens do empresário Eike Batista, com o mesmo objetivo da apreensão que aconteceu com seu filho, ou seja, para serem utilizados para pagar dívidas referentes à empresa MMX Sudeste, uma companhia de mineração criada pelo empresário.

Quem entrou com a ação na Justiça foi o recuperador empresarial Bernardo Bicalho, afirmando que o débito seria de R$ 790 milhões. Em sua defesa, o empresário Eike Batista alegou que a decisão havia ultrapassado os limites dos processos de admissibilidade e regularidade da demanda.

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Polícia

Ação judicial ainda é resquício de primeiros processos contra Eike Batista

O bloqueio desses R$ 778,4 milhões ainda são resquícios de processos contra Eike Batista, que começaram em 2014. Naquela época, uma juíza substituta determinou que o patrimônio pessoal do empresário Eike Batista deveria ser usado como forma de pagamento dos débitos da empresa, que desde lá já estava em processo de recuperação judicial.

Os escândalos em torno da família Batista tornaram-se ainda maiores quando o famoso empresário foi preso em janeiro de 2017, numa ação intitulada de Operação Eficiência.

Essa ação repercutiu até dentro da política brasileira, pois, envolvia o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e mais dois doleiros, que afirmaram que o empresário Eike Batista pagou cerca de R$ 52 milhões em propina ao político.

O empresário ficou preso no Complexo em Bangu. Entretanto, acabou sendo solto por Gilmar Mendes, Ministro do Supremo Federal (STF), que concedeu um habeas corpus a Eike.

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