Ao que parece nem mesmo a tragédia que se abateu sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece ser suficiente para que Eduardo Bolsonaro, deputado federal do PSL de São Paulo, demonstrasse qualquer sentimento de solidariedade e empatia para com o ex-presidente petista.

Um usuário da rede social "Twitter" fez uma enquete em que pedia que seus seguidores opinassem sobre se criminosos deveriam ser liberados para comparecerem ao enterro de algum parente próximo.

O deputado mostrou-se extremamente indignado com o fato de o ex-presidente deixar a cadeia em Curitiba para comparecer ao velório e enterro do neto.

No ponto de vista do parlamentar seria uma situação absurda até mesmo cogitar esta possibilidade, disse Eduardo Bolsonaro em seu comentário pelo Twitter. Ele ainda usa o termo "larápio" ao se referir ao ex-presidente e diz que Lula estaria querendo se passar por "coitado".

Tragédia

Nesta sexta-feira (1º) morreu Arthur Araújo Lula da Silva, de apenas sete anos de idade, o neto do ex-presidente Lula. O menino faleceu em Santo André, São Paulo, no hospital Bartira, pertencente ao grupo D'or.

O neto do ex-presidente deu entrada no hospital pela manhã de sexta-feira com febre alta, Arthur foi diagnosticado com um quadro de Meningite Meningocócica.

A defesa de Lula argumentou que a Lei de Execução Penal (LEP) prevê a possibilidade de presos deixarem a prisão em caso de morte de parente(s) próximo(s).

O pedido para a liberação do político petista foi feito para a Justiça Federal em Curitiba, Paraná. O enterro acontecerá no sábado (2).

A opinião do filho de Jair Bolsonaro não é compartilhada por juristas como por exemplo: João Paulo Martinelli, criminalista e também professor de Direito Penal da Escola de Direito do Brasil (EDB), diz que a ida a cerimônias fúnebres é um direito fundamental.

Para o advogado Daniel Gerber, professor de Direito Penal e Direito Processual Penal, trata-se de uma questão de humanidade que estaria acima de quaisquer regras.

Recentemente o ex-presidente Lula viveu situação semelhante quando ocorreu o falecimento de seu irmão, Genival Inácio da Silva. O fato ocorreu no mês de janeiro deste ano.

Diferentemente do que acontece agora, a Justiça negou o pedido da defesa do petista para ir ao enterro de seu irmão.

Então o presidente do Tribunal Superior Federal (STF), Dias Tofolli, permitiu que Lula fosse em um encontro com seus familiares. Porém, quando a decisão foi tomada, o corpo de Vavá (apelido de Genival) já havia sido enterrado.

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