Em Cuiabá, na última quarta-feira (13), um funcionário da Escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender fugiu após ameaçar as crianças usando uma máquina de choque. O colégio fica localizado no Bairro Areão. Segundo informações do portal G1, a Polícia Militar teria informado que o suspeito que fugiu tem 25 anos. Ele foi encontrado pela PM nesta sexta-feira (15).

Nenhum dos alunos se feriu durante as ameaças do suspeito. Funcionários do local, juntamente com outras testemunhas, decidiram acionar as autoridades após perceber que o colega estava em possa de uma arma de choque.

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A diretora da instituição informou a Polícia Militar que o suspeito é realmente funcionário do colégio e atua como auxiliar de sala. Foi confirmado que o rapaz estava com uma arma de choque que é capaz de emitir uma descarga elétrica de 300 watts, muito utilizada contra possíveis agressores, ela é capaz de afastá-los e de provocar dor. A arma conhecida como um taser foi abandona pelo suspeito.

Crianças gesticulam para tentar denunciar o auxiliar

A diretora revelou que as crianças autistas que não falam estavam gesticulando e apontando para o bolso do rapaz como uma forma de mostrar que a arma estava em seu bolso.

Fachada da Escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender, em Cuiabá (Divulgação/Marcos Bergamasco/Secom-MT)
Fachada da Escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender, em Cuiabá (Divulgação/Marcos Bergamasco/Secom-MT)

Após as crianças apontarem para o bolso do rapaz, uma professora decidiu questionar o que estaria guardado no bolso dele, foi então que o rapaz tirou o taser do bolso e se evadiu do local.

Quando a polícia chegou na instituição eles apreenderam a máquina e lavraram um boletim de ocorrência na Central de Flagrantes de Cuiabá.

A Investigação

Ainda de acordo com informações publicadas pelo G1, o caso será levado para a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente ainda nesta sexta-feira (15). A diretora, juntamente com os demais funcionários, provavelmente irá à delegacia para prestar depoimentos.

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Seduc desliga o suspeito do quadro de funcionários

A reportagem do G1 procurou a Secretária de Estado de Educação do Mato Grosso que por meio de nota afirmou que tal auxiliar trabalhava no colégio há um mês e que no mesmo dia em que aconteceu o incidente ele foi imediatamente desligado do quadro de trabalhadores.

Ainda foi informado que quem realiza a contratação de auxiliar de turmas são as próprias unidades escolares que possuem procedimentos e critérios para o funcionamento e organização dos serviços da educação especial.

O incidente ocorreu em uma sala de alunos autistas. A instituição atende 140 alunos com diversos tipos de necessidades especiais.

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