Após o ataque à Escola Estadual Raul Brasil, é preciso lembrar dos atos de coragem que estiveram presentes, das vítimas que se foram e dos sobreviventes, além dos muitos que se arriscaram para ajudar ao próximo, para evitar uma tragédia ainda maior, e transformar um dia tão doloroso em lembrança de atos de coragem, motivados pelo sentimento simples e honesto de amizade. É assim que os sobreviventes dos terrores vividos pelas vítimas do ataque na escola em Suzano relembram os momentos da tragédia onde dois ex-alunos abriram fogo contra alunos e funcionários.

Beatriz, de 15 anos, foi atingida por três tiros, mas sobreviveu. Beatriz teve um ato de coragem. Ela já se preparava para o pior, após ficar diante do assassino armado. A história dela é de um profundo amor entre duas amigas. Beatriz estava junto à Letícia no momento em que o ataque começou. Para defender a amiga, Beatriz falou com um dos atiradores para parar de atirar, pois ele iria acertar sua amiga. Ele continuou a atirar e acertou Beatriz. As duas, porém, sobreviveram.

A merendeira Cristina Silva Moraes, de 54 anos, percebeu o perigo e abriu a porta da cozinha e fez com que o maior número de crianças pudesse se esconder.

No total, ela conseguiu esconder 50 crianças na cozinha. A merendeira está sendo considerada uma grande heroína.

Rhyllary Barbosa, de 15 anos, abriu a porta da escola para que os amigos pudessem fugir. Ela entrou em luta corporal contra um dos atiradores. A jovem usou técnica de jiu-jítsu para não ser derrubada pelo assassino.

Entenda o caso

Na última quarta-feira (14), dois ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil entraram encapuzados e atacaram alunos e funcionários da escola. Eles chegaram à escola em um carro branco, desceram, e, ao entrar pela porta do colégio, imediatamente um dos atiradores começou a disparar contra funcionários e alunos presentes na entrada.

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A tragédia, que deixou 10 mortos, incluindo os atiradores, e mais 11 feridos, foi executada com armas de fogo, uma besta e uma machadinha que foram usados para golpear e ferir de forma letal todos os que cruzassem o caminho dos atiradores. Os assassinos, Guilherme Taucci, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, frequentavam uma lan house juntos, onde jogavam vários jogos de combate. Guilherme foi criado pela avó até cerca de 3 meses atrás, quando a mesma teria falecido, e Luiz Henrique vivia com os pais, um irmão e o avô, era jardineiro e trabalhava na zona leste de São Paulo.

As investigações mostram que os criminosos planejaram o crime por cerca de um ano, eles teriam intenção de fazer mais vítimas fatais do que o ataque a Columbine, que aconteceu em 1999, nos Estados Unidos. Entre suas premeditações, estaria um pacto que os dois realizariam o ataque e depois se suicidariam. Acredita-se que Guilherme Taucci teria matado Luiz Henrique, e, em seguida, teria se matado.

Para as investigações foram apreendidos um computador, usado por eles na lan house onde frequentavam, e outros objetos pessoais encontrados na casa dos atiradores.

Ao total, já foram ouvidas 20 pessoas a respeito do caso, e entre elas pessoas próximas às vítimas e assassinos.

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