Na madrugada deste último sábado (23), Mariana Aparecida Costa, de 27 anos, deu à luz um bebê falecido após ter recebido alta hospitalar na sexta-feira (22).

Internada desde quarta-feira (20) no Hospital Irmã Dulce, localizado no município de Praia Grande, litoral de São Paulo, a gestante foi instruída a retornar para sua casa, mesmo depois de sua bolsa amniótica estourar. De acordo com informações do site G1, o médico que a atendeu alegou que a paciente não tinha dilatação para dar à luz.

Bebê nasce morto após mãe receber alta de hospital

Sentindo fortes dores após o rompimento de sua bolsa, a jovem Mariana Aparecida Costa, grávida de sete meses de um menino, deu entrada no Hospital Irmã Dulce e ficou sob os cuidados dos médicos, recebendo alta após dois dias de internação e deixando a unidade hospitalar de fralda.

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Durante o período em que esteve internada, Mariana foi submetida a exames clínicos que apontavam que seu bebê se encontrava em bom estado de Saúde. Porém, ao deixar o hospital na última sexta-feira (22) e retornar ao mesmo na madrugada de sábado (23) e dar à luz a seu filho, o menino nasceu morto.

Por conta do fatídico episódio, os familiares de Mariana Aparecida acusam o médico que a atendeu de negligência, visto que o mesmo havia afirmado durante os atendimentos que antecederam o parto que a gestante não apresentava "dilatação suficiente para que o parto fosse realizado".

Espera de mais de oito horas por parto normal

Na madrugada de sábado (23), ao retornar para o hospital sentindo fortes contrações, Mariana passou a receber soro e após mais de oito horas em trabalho de parto aguardando o momento da chegada de seu filho, a gestante foi submetida a um parto normal. Durante o mesmo, houve a constatação de que o bebê se encontrava morto em seu ventre.

A paciente, que já é mãe de dois filhos, um de 7 e outro de 5 anos, permanece internada, e apesar de se encontrar em bom estado clínico, está bastante abalada por conta do falecimento do bebê.

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Os familiares da gestante relataram não se conformar com o fato de exames terem mostrado que o bebê se encontrava em perfeito estado de saúde e mais tarde nascer morto.

A diretoria do Hospital Irmã Dulce, por meio de uma nota à imprensa, afirmou que se solidariza com a perda e se coloca à disposição de Mariana e seus familiares.