O chocante caso da Rafaela Martins Cardoso, de 18 anos, que na semana passada foi morta após sofrer um estupro coletivo e teve seu corpo jogado em uma cisterna, ganha novos capítulos a cada dia que passa. O crime aconteceu em Águas Lindas de Goiás.

Nesta terça-feira (12), a Polícia Civil prendeu cinco homens suspeitos de matarem Ivan Ferreira de Melo Filho, um dos homens apontados como autor do estupro e morte da garota. Ainda segundo a polícia, o homem estava foragido, mas o grupo descobriu seu paradeiro um dia depois do crime. Eles teriam então espancado e depois atirado em Ivan.

Segundo a polícia, os homens confessaram participação no homicídio.

“Eles praticaram a execução como forma de vingança”, disse o delegado Cléber Martins, que investiga o caso. “Todos são conhecidos e próximos dela e resolveram fazer vingança com as próprias mãos”, seguiu a autoridade. Ainda não se sabe por quais crimes os homens detidos serão indiciados.

Na semana passada, outro suspeito do crime quase teve o mesmo destino, quando um grupo de populares o localizou e iniciou o linchamento. A polícia foi avisada e conseguiu impedir que ele fosse morto e o prendeu. O paradeiro do acusado foi descoberto após outro acusado que tinha sido preso falar quem eram as outras pessoas envolvidas no estupro coletivo e assassinato da jovem.

Entenda o caso

Na madrugada da última quarta-feira (6), Rafaela havia saído de uma festa e estava em um ponto de ônibus quando foi abordada por um carro.

Ela teve o aparelho celular roubado e foi levada para uma chácara, da qual um dos acusados era caseiro, onde foi estuprada por três homens e agredida por duas mulheres que estavam junto com eles. O grupo já havia praticado assaltos naquele mesmo dia.

Como a vítima reconheceu os bandidos, eles então a estrangularam e jogaram seu corpo em uma cisterna.

O caso passou a ser tratado como desaparecimento após uma câmera de segurança registrar o momento da abordagem. Iniciou-se então uma busca e o corpo foi localizado com sinais de violência sexual e a polícia passou a tratar o caso como sendo de estupro seguido de latrocínio.

Ainda de acordo com o delegado, o grupo não queria roubar a jovem, mas sim sequestrá-la e como ela reconheceu um dos envolvidos, o grupo decidiu então estuprá-la, matá-la e ocultar o corpo na cisterna.

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