Um fato que deixou as mães perplexas aconteceu em Franca, município no interior de São Paulo. Mães denunciaram uma professora que teria revistado as mochilas dos alunos após suspeitar que seu celular havia sido furtado em sala de aula. As crianças teriam, inclusive, ficado sem o recreio por conta do fato.

As mulheres solicitaram uma reunião com o secretário de Educação de Franca (SP) para exigir providências. A questão é que o celular teria sido encontrado, segundo uma das mães, Daiane Cristina dos Santos, na casa da própria educadora. A Delegacia da Mulher e a própria secretaria investigam o caso.

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Crianças passam por revista

Ouvida pelo G1, Daiane afirmou que o episódio foi “muito revoltante, muito humilhante". "Ela não teve a coragem de, ao menos, pedir desculpas. Não tiraria o nosso sentimento, mas ela não teve a decência de pedir desculpas”, disse.

Edgar dos Reis Filho,secretário de Educação do município, ouviu as queixas das famílias e revelou que todos os envolvidos, inclusive a diretora da escola, passarão por sindicância. Além disto, um processo administrativo também será instaurado.

A professora foi afastada.

Um Boletim de Ocorrência, aberto na delegacia da mulher, também foi encaminhado à Secretaria de Educação do município e a delegada Christina Bueno pretende ouvir a professora em breve.

Revolta das mães

As mães se mostraram revoltadas com a maneira que as crianças foram tratadas na Escola Professor e Escritor Nelson dos Santos. Uma mãe teria, inclusive, ouvido do filho que eles teriam sido ameaçados para que não contassem nada da revista para os pais.

As denúncias foram corroboradas por diversas mães e sempre com a mesma história.

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A professora teria alegado que seu celular foi furtado, colocado as crianças para fora da sala de aula e feito a revista. Enquanto isto, as crianças ficaram sentadas no pátio. Ainda assim, sem nada ter sido encontrado, ela teria deixado as crianças sem o recreio.

Um psicólogo ouvido pelo G1 afirmou que poderá haver o impacto psicológico nas crianças e que os pais, além de uma figura de afeto dos mesmos na escola, devem explicar para os menores que a atitude da profissional de ensino não foi correta.