Na manhã desta terça-feira (19), a Polícia apreendeu o menor que é suspeito de ajudar no planejamento do massacre da Escola Raul Brasil, que aconteceu na manhã da última quarta-feira (13), na cidade de Suzano, grande São Paulo, onde dez pessoas acabaram mortas.

O jovem de 17 anos foi apreendido em sua residência e foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido imediatamente a um exame de corpo de delito para, em seguida, ser encaminhado ao Fórum da cidade.

Por se tratar de um menor de idade, o rapaz foi acompanhado pelos pais e também pelo advogado Marcelo Feller.

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O Tribunal de Justiça (TJ) informou que o menor será mantido em internação provisória por 45 dias na Fundação Casa. Não se sabe qual unidade ele ficará internado, isso não foi divulgado pela polícia. O adolescente deixou o fórum por volta de 12h50 no carro da Polícia Civil.

A Fundação Casa afirmou que a internação provisória do adolescente, envolvido no caso do massacre da escola de Suzano, foi uma solicitação feita pela juíza da cidade, e a vaga para o suspeito foi liberada imediatamente pela instituição.

O pedido de internação ocorreu por volta de 11h40 da manhã dessa terça-feira.

É importante esclarecer que, se terminar o prazo de 45 dias e não houver uma sentença judicial a favor da internação definitiva do adolescente, o caso muda de figura, pois, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), determina que, se passando do prazo provisório sem uma sentença definitiva, o menor deve ser liberado. Caso seja determinada a internação definitiva do jovem, ele poderá ficar no máximo três anos internado, pois esse é o prazo máximo estabelecido.

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As novas evidências mostram o envolvimento do menor no massacre. Inicialmente, na quinta-feira (14), o jovem apresentou-se à justiça, mas negou qualquer participação no massacre e logo foi liberado. Contudo, a polícia teve acesso aos celulares dos suspeitos durante a investigação, então, após a análise dos celulares dos envolvidos, ficou claro que todos os três planejaram as mortes.

Foi apresentado nessa segunda-feira (18) um relatório da polícia ao Ministério Público com resultados de buscas feitas na casa do menor suspeito de planejar o massacre em Suzano.

A Polícia Civil também apresentou à Justiça um documento que contém 13 tópicos que reforçam a participação do menor no planejamento dessa barbárie.

Muitas evidências apontam para o envolvimento do adolescente no planejamento do massacre. Uma professora afirma que, no início do mês, ela fez uma dinâmica de grupo sobre as expectativas de futuro e, para o espanto de todos, o menor afirmou com frieza que seu maior sonho seria entrar em uma escola com uma arma e atirar em várias pessoas de forma aleatória.

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Uma testemunha corrobora com as provas contra o menor que ajudou a planejar o massacre

Um amigo do menor acusado também fez um depoimento que incrimina o suspeito. Ele afirmou que o amigo lhe disse que havia planejado o massacre junto com um dos assassinos, mas não sabia quando o plano deles seria executado.

Essa mesma testemunha alega ter visto o menor com os outros dois assassinos em uma locadora, a mesma que alugou o carro que foi usado no crime. Foi encontrada também uma bota estilo coturno, muito similar às botas usadas pelos criminosos durante a ação que resultou em 10 mortes.

Foi com base nessas informações e no parecer do promotor Rafael do Val que a juíza Erica Marcelina Cruz determinou a apreensão do adolescente suspeito do planejamento desse massacre.