Nesta quinta-feira (14), Jorge Antônio de Moraes Junior, de 27 anos, falou sobre o pai, Jorge Antônio de Moraes, assassinado nesta última quarta-feira (13) pelo próprio sobrinho, o adolescente Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos.

Dono de uma conhecida concessionária de veículos em Suzano, Jorge Antônio, que é tio de Guilherme, já teria dado emprego e ajudado o jovem no passado.

Filho de vítima desmente discussão entre tio e sobrinho

Visivelmente abalado com a morte do pai, Jorge Antônio de Moraes Junior, filho mais velho do empresário, desmentiu que o pai tivesse tido alguma briga ou discussão com Guilherme nos minutos que antecederam sua morte.

Consternado, Junior revelou ao portal G1 que outrora o pai teria dado uma oportunidade de trabalho para Guilherme. Abatido, o filho da vítima se limitou a dizer que o pai não era culpado de nada e afirmou: "esse menino que era louco".

Segundo informações passadas pelos familiares Jorge, o empresário não tinha nenhum tipo de contato com o sobrinho, desde que o mesmo havia sido demitido de sua loja de carros, há cerca de dois anos.

Empresário tinha fama de ajudar aqueles que precisavam

Jorge Antônio de Moraes tinha 51 anos, era casado e pai de três filhos. Proprietário de uma loja que comercializava carros usados, o espaço também funcionava como estacionamento e lava-jato.

De acordo com pessoas próximas ao empresário, o mesmo teria contratado Guilherme a fim de lhe ajudar, porém o menino teria começado a realizar alguns furtos, o que teria motivado Jorge a demiti-lo.

Com sua loja há mais de 30 anos no bairro Jardim Imperador, em Suzano, Jorge ostentava a fama de ser solidário aos necessitados. Amigo de longa data do empresário, o vereador Leandro Faria lamentou a morte do amigo e revelou que o mesmo sempre costumava dar oportunidade de trabalho para os jovens da comunidade, empregando-os em seu comércio.

Após assinar o tio, Guilherme e o comparsa mataram outras sete pessoas

Após disparar três tiros na direção de Jorge, Guilherme e seu comparsa, Luiz Henrique de Castro, de 27 anos, se dirigiram até a Escola Estadual Professor Raul Brasil e mataram cinco estudantes e duas funcionárias da instituição de ensino.

Após o massacre, que deixou outras vítimas com ferimentos, Guilherme teria notado a presença de policiais militares no recinto e atirado contra Luiz, suicidando-se em seguida.

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