Segundo as informações da Defesa Civil prestadas nesta quinta-feira (21), a operação de buscas em Brumadinho tornou-se a mais longa da história de Minas Gerais, ultrapassando até mesmo as do rompimento da barragem de Mariana, em 2015, que duraram 55 dias.

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As buscas pelas vítimas pelo rompimento da barragem Brumadinho, cidade localizada nas proximidades de Belo Horizonte, já somam 56 dias consecutivos e ainda não há uma previsão de data para o seu encerramento.

No dia 25 de janeiro de 2019, durante o horário do almoço, rompeu-se uma barragem da empresa Vale, localizada na cidade. Desde lá, a equipe de bombeiros militares estão se empenhando em localizar as 96 pessoas que ainda estão desaparecidas em meio ao lamaçal tóxico de rejeitos da mineradora.

Resgates em Brumadinho. (Arquivo Blasting News)
Resgates em Brumadinho. (Arquivo Blasting News)

Na última quarta-feira (20/03), a equipe de busca contava com 137 bombeiros divididos em 15 frentes de trabalho diferentes a procurarem pelos corpos das vítimas, pois não há mais esperanças de se encontrar sobreviventes. Além dos bombeiros, a procura também está sendo auxiliado por um helicóptero e mais 76 máquinas pesadas de escavação.

Os números gerais da “tragédia” de Brumadinho são maiores do que os de Mariana, não somente apenas em relação aos dias de buscas pelas vítimas desaparecidas e nem pelos números de bombeiros mobilizados para essa operação, mas, também, devido à quantidade de vítimas fatais, pois, em Mariana, apenas 19 pessoas morreram.

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Sobe o número de mortes em Brumadinho

Segundo o último balanço oficial divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, o número de mortes devido ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho subiu de 209 para 210 pessoas.

Mesmo assim, ainda existem 96 pessoas desaparecidas, por isso, a Defesa Civil não consegue dar uma previsão ou estimativa de quanto tempo ainda continuarão as buscas pelos desaparecidos.

Familiares das vítimas organizam protestos

Os familiares das vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, reuniram-se com roupas brancas e caminharam pela ponte do Rio Paraopeba, no centro da cidade de Brumadinho, como forma de protesto pela impunidade da justiça brasileira em relação aos erros cometidos pelas mineradoras.

O local foi escolhido para chamar a atenção também das proporções desse ocorrido em relação aos problemas ambientais ocasionados pelos rejeitos de minério, pois, até hoje o Rio Paraopeba encontra-se com suas águas escuras, porque está contaminado pela toxidade presente na lama provinda da barragem.

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