Na última quarta-feira (24), a atriz Luiza Brunet publicou no site do jornal O Globo uma carta aberta. No texto em questão, Luiza se dirige aos “homens agressores” e questiona aspectos dos crimes cometidos por eles, bem como pontos relativos as suas motivações para continuar contribuindo para o crescimento dos números de ocorrências de violência contra a mulher.

Ainda no primeiro parágrafo, Brunet afirma que não é fácil olhar para os homens agressores, por se tratarem de pessoas que cometeram crimes e, dessa forma, deveriam responder judicialmente por seus atos.

A atriz destaca o quanto os números de violência contra Mulher são alarmantes e diz que considera a sua carta aberta uma maneira de tratar o problema, uma vez que fala diretamente a quem precisa refletir sobre o assunto.

Ainda no início da publicação, Luiza fala que mesmo as violências mais leves, como um empurrão ou um tapa, são consideradas um comportamento “criminoso, indigno e intolerável”, além de caracterizarem um crime da mesma forma que as ocorrências mais graves.

Homenageada por seu trabalho

No último dia 23 de março, Luiza Brunet foi homenageada no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, por sua contribuição no enfrentamento da violência de gênero. De acordo com a atriz, a comunidade brasileira que reside em Boston, capital de Massachusetts, vivencia uma realidade semelhante àquela vista no Brasil.

Dessa forma, na ocasião da homenagem, a atriz recebeu um diploma de citação oficial das mãos do senador americano James B.

Eldridge. A homenagem ocorreu durante um jantar de gala, promovido pela ONG Associação de Mulheres Empreendedoras (AME), cuja liderança pertence a Lilian Mageski.

De acordo com Luiza em sua carta aberta, esse trabalho de fortalecer e prestar suporte às vítimas de violência é essencial e tem se tornado mais comum no mundo. A atriz ainda discutiu que não faz sentido que casos do tipo ainda ocorram na sociedade pelo seu caráter medieval, ainda que ela ressalte que conhece os motivos persistentes e decorrentes do patriarcalismo da sociedade.

A carta aberta de Luiza Brunet é finalizada com o questionamento da persistência das agressões, ainda que alguns homens sejam autuados. A atriz ainda se dirigiu aos homens agressores para perguntar por quais motivos eles se sentem seguros para persistir na violência contra a mulher mesmo depois de atitudes como denúncias e medidas protetivas.

Por fim, Brunet finalizou a sua carta ressaltando a necessidade de que pesquisas a respeito de homens agressores sejam realizadas no Brasil e também no âmbito mundial para que se chegue a um entendimento mais amplo do assunto.

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