Foi preso na tarde desta quarta-feira (10), na cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo, o companheiro da técnica de enfermagem Kelly Christina Parreira, de 40 anos, encontrada morta em sua casa, na semana passada, em Sorocaba. O representante de vendas Alisson Raszejas, de 41 anos, foi detido após ser visto descendo de um ônibus na rodoviária da cidade. Na delegacia, ele confessou que cometeu o feminicídio por ciúme e teve sua prisão preventiva decretada, além de ser indiciado formalmente.

O suspeito não possuía nenhuma passagem comprada e carregava uma bolsa, contendo alguns remédios de uso controlado para depressão, além de dois cartões de crédito e um documento da vítima. Suspeita-se que tentou sair do Brasil, mas não conseguiu.

De acordo com a delegada da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Luciane Bachir, o suspeito relatou que na última quarta-feira (3) a vítima não havia ido trabalhar, houve uma conversa e ele a esganou.

Após cometer o crime, ele a deixou sobre a cama, pegou sua moto e saiu sem destino. Ele foi até a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, e então decidiu voltar e se entregar. Ele escolheu voltar para Itapetininga porque é a cidade onde a família reside.

Alisson também disse que era o autor da carta enigmática encontrada na cena do crime. As investigações ainda aguardam o laudo do IML e também foi pedido exame toxicológico para saber se havia alguma substância no sangue.

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Polícia

Entenda o caso

Sem conseguir fazer contato com a filha, a mãe da vítima, que mora em Itapetininga, decidiu na última quinta-feira (4), ir até a casa onde Kelly morava com Alisson. Ao chegar lá, a residência estava trancada e o carro da técnica em enfermagem na garagem. A casa foi arrombada e a mulher se deparou com o corpo da filha na cama e coberto. Havia marcas de agressores em seu pescoço. A mãe de Kelly prestará depoimento assim que tiver condições.

A família contou que o casal estava junto há um ano e mantinha um relacionamento tranquilo, mas para amigos, a vítima chegou a relatar que sofreu agressores. Uma das pessoas próximas à vítima ouvidas pela Polícia disse que ela nunca chegou a dar queixa das agressões que sofria.

A polícia foi chamada e recolheu o celular, computador e objetos pessoais da vítima, além de uma carta. O autor do texto dizia que "fizemos tudo pelo outro", além de reclamar da falta de sinceridade do parceiro e o acusa de ter conversado com um ex por meio de aplicativo de encontro.

"Não suporto isso (...) Olha no que deu", dizia um trecho da carta.

O enterro da técnica em enfermagem foi realizado no último sábado (6), no cemitério Vale da Paz, na cidade de Itapetininga, onde moram seus familiares. Kelly deixou uma filha de 21 anos.

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