Durante o período da manhã desta terça-feira (20), Willian Augusto da Silva, de 20 anos, manteve sob seu domínio 38 passageiros da linha Galo Branco, que faz o trajeto Alcântara x Estácio, na ponte Rio-Niterói. O caso ganhou proporções internacionais e o rapaz foi morto após um tiro de um atirador de elite das forças policiais do Estado do Rio de Janeiro, que estava posicionado estrategicamente em caso de emergência.

Com a morte do sequestrador, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que irá pagar o sepultamento de Willian. O governador Wilson Witzel afirmou que está apoiando as vítimas e também a família do sequestrador: "Nossa secretaria de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência, comandada pela secretária major Fabiana, está agindo para dar apoio às vítimas, às famílias das vítimas e, também não poderia deixar de ser diferente, estamos acolhendo a família desta pessoa que sequestrou o ônibus".

Segundo a secretária estadual de Vimitização e Pessoas com Deficiência, a major Fabiana Silva Poubel, a decisão foi um pedido do governador Wilson Witzel. Apesar da situação polêmica, a secretária esclareceu que a família do sequestrador precisa de apoio. "Foi dado todo o suporte. São pessoas do bem. A família não tem condições de arcar com o sepultamento", garantiu.

A mãe de William chegou a ir para a Delegacia de Homicídios de Niterói e prestou depoimento durante a tarde.

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Crime acaba em morte do sequestrador

Apesar do crime ter sido planejado, ainda não se sabe o motivo que levou William a cometer o ato. O sequestro, que começou por volta das 5h30, causou transtorno para milhares de moradores que fazem o trajeto diariamente. O sequestrador realizou toda a ação ameaçando suas vítimas apenas com uma arma de brinquedo. O rapaz de 20 anos, de acordo com um porta-voz da Polícia Militar, o coronel Mauro Fliess, em entrevista para a imprensa, possuía uma faca, um taser e ameaçou atear fogo no ônibus com um galão de gasolina.

Em resposta aos policiais, Willian chegou a jogar um coquetel molotov na direção dos oficiais.

O sniper que acertou o sequestrador da ponte Rio-Niterói estava em cima de um caminhão e, após dar o tiro, fez sinal de positivo, demonstrando que tinha acertado o alvo. Após a ação, os PMs rezaram um Pai-Nosso e retiraram os reféns do ônibus. A maioria dos sequestrados estava indo para o Rio de Janeiro trabalhar.

Ninguém, além de Willian, foi baleado. O rapaz não resistiu aos ferimentos e faleceu.

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