Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) fez novo pedido de licença sem rendimentos da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. A razão para o novo pedido de licença é acompanhar seu pai, Jair Bolsonaro (PSL), que está em processo de recuperação da cirurgia realizada em São Paulo.

Enquanto está afastado de suas atividades como vereador do Rio de Janeiro, o filho "02" do presidente voltou a polemizar nas redes sociais.

Na segunda-feira à noite, Carlos Bolsonaro postou em sua conta no Twitter um questionamento à democracia, o que fez com que várias pessoas se sentissem incomodadas com o tuíte do filho do presidente Jair Bolsonaro.

Até mesmo pessoas do Governo federal não viram com bons olhos a declaração do "02". Carlos Bolsonaro escreveu em sua conta no Twitter que o país não terá transformação rápida por vias democráticas.

O filho de Bolsonaro retornou às redes sociais na última terça-feira (10) para tentar reparar o estrago causado por sua declaração no Twitter.

E também aproveitou para atacar os veículos de comunicação. "O que jornalistas espalham: Carlos Bolsonaro defende a ditadura. Canalhas!", esbravejou Carlos Bolsonaro pelo Twitter.

Sempre com o celular na mão

De acordo com uma matéria divulgada pelo jornal O Dia, a presença constante de Carlos nas redes sociais não é uma surpresa para os seus colegas da Câmara.

O vereador é conhecido por sempre estar dividido entre o que acontece nas sessões e seu smartphone.

Os registros no site da Câmara de Vereadores comprovam isso. Segundo o jornal O Dia, em 2019 Carlos Bolsonaro apresentou somente um projeto de lei --ele colocou sua assinatura em um documento, junto com outros cinco vereadores. A maioria dos projetos em que esteve envolvido foi para a poda de árvores.

Ainda segundo o jornal, na opinião de alguns de seus colegas vereadores, Carlos Bolsonaro prioriza as discussões que envolvem o governo federal e deixa de lado seus afazeres como vereador do Rio de Janeiro, além de pouco interagir com os outros vereadores.

"Ele sempre se incomodou muito com a resistência ao governo do pai dele", analisa o vereador Alexandre Isquierdo (DEM). Para o vereador Reimont (PT), a declaração do "02" aparenta ser uma apologia à ditadura.

Carlos Bolsonaro foi criticado até mesmo por membros de seu próprio partido. O presidente do PSC, Pastor Everaldo, postou que o partido acredita que a democracia é o único regime que levará o Brasil para o desenvolvimento.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), foi mais um que reforçou a defesa da democracia e disse ter se tratado de: "Uma declaração infeliz".

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, foi mais um a criticar o filho de Jair Bolsonaro. O advogado lamentou a declaração do vereador e disse não ser possível "aceitar uma família de ditadores".

O PSDB soltou nota afirmando que existem figuras autoritárias insistindo em fazer transformações que não sejam pelas vias democráticas.

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