Um policial militar de Guarujá, litoral de São Paulo, está sendo acusado por um grupo de mulher de assédio. Uma delas diz que o agente, após pegar seu telefone por meio do registro de um boletim de ocorrência, passou a enviar-lhe fotos obscenas, inclusive mostrando seu órgão sexual.

Ao se referirem ao homem que as assediava, todas as mulheres o descreveram da mesma forma: alto, moreno e um pouco forte. A forma como todas elas foram abordadas também é bastante semelhante.

Uma das mulheres assediadas é uma professora de 41 anos. Ela conta que foi acompanhar uma amiga, vítima de agressão, até a delegacia.

No local, o policial pediu para que ela também entrasse, mesmo com a professora informando que não era testemunha, apenas estava de acompanhante. Lá o policial pediu seus dados pessoais e endereço, depois foi até o Google Maps e perguntou se era ali que ela morava.

Posteriormente o mesmo homem lhe enviou fotos de seu pênis e dizia que estava excitado. A professora relatou o fato para a amiga no dia seguinte, que também disse que o policial havia pegado seu número de telefone pelo boletim de ocorrência e passava pela mesma situação. "Se ele fez comigo e fez com ela, imagina com quantas mais não fez", indagou a professora.

Outra vítima foi uma consultora de vendas, que havia sido vítima de um golpe pela internet. Ela havia ido com o marido até a delegacia prestar queixa, mas o policial disse que precisava pegar o depoimento deles separadamente.

Quando a mulher ficou sozinha com o policial dentro da sala, ele teria passado a assediá-la.

Assediada dentro da delegacia

Outra acusação envolvendo o policial é feita por uma vendedora de 23 anos. Ela afirmou que foi até a delegacia para desbloquear um aparelho celular. O policial lhe pediu a senha e entrou com o aparelho em uma sala, ficando por lá por alguns minutos.

Depois ele reapareceu a chamando para entrar na sala.

Dentro desse ambiente, de acordo com a jovem, o policial revelou que havia acessado as fotos intimas do aparelho celular da jovem e que começou a fazer perguntas indiscretas. "Me mostrou que olhou e começou a perguntar se eu aguentava ele, se eu queria prová-lo", disse a jovem que relatou ainda que o homem lhe fez passar a mão no corpo dele.

Ela conta ainda que após conseguir pegar seu celular de volta o policial ainda passou a mão nela.

A vítima deixou a delegacia chorando e encontrou uma amiga, que a encorajou a fazer a denúncia.

Afastado das funções

A Polícia Civil informou que o policial acusado de cometer assédio foi afastado de suas funções e agora desempenha trabalhos burocráticos, que não têm contato com o público.

A Corregedoria da Polícia Civil informou que já existem indícios suficientes que comprovam partes dos crimes dos quais o policial está sendo acusado, que já teve seu celular apreendido e não tem mais acesso ao sistema policial e aos boletins de ocorrência. O policial nega as acusações.

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