Uma Mulher em situação de rua em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro, ocupou um ponto de ônibus com seus pertences e montou uma espécie de quarto. No local, sobre um tapete, está a cama de solteiro com uma colcha, lençol e dois travesseiros. Logo ao lado da cama, ela colocou uma lixeira e também uma pequena mesa de cabeceira rústica, que foi feita com um pedaço de tronco por ela.

A mesinha ainda conta com uma decoração, que tem um vaso com uma flor dentro. Além disso, também uma toalha aparece pendurada na parte de trás da cama.

O local ainda recebeu uma cortina e um quadro pendurado na parede. Isso tudo parece a descrição de um quarto comum, mas é a forma como o ponto de ônibus da capital carioca se encontra no momento.

Ponto de ônibus vira quarto no RJ

A situação toda acontece na Praça Nossa Senhora do Amparo, em Cascadura. A moradora do local, uma mulher em situação de rua, está desta forma no ponto de ônibus há cerca de um mês já. Ela transformou a guarita do ponto em sua própria casa, e ainda colocou sobre ela sua mala contendo seus pertences.

Um dos motoristas que dirige os ônibus da linha 712 (Cascadura-Irajá) informou que a mulher foi procurando os móveis que utilizou para sua “nova casa” no lixo e levou-os para o local. Ele conta que todos os objetos foram recolhidos da rua por ela, que levou para o ponto de ônibus, e, desde então, vem vivendo no local. O motorista ainda contou que a mulher passa a maior parte do tempo dormindo e que não fala muito com as outras pessoas próximas ao local.

Alguns moradores do local relataram que a moradora é de poucas palavras, mas, em alguns momentos, tem se mostrado bastante violenta e agressiva.

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A reportagem do jornal Extra tentou procurar pela moradora de rua, mas logo quando notou a presença da reportagem, deixou o local de forma hostil. Um comportamento que destoa completamente de todo o capricho e organização do cômodo que foi montado pela mulher no local.

Uma moradora do local, que pediu para não ser identificada, relatou que em alguns momentos os moradores tentaram até mesmo se aproximar da mulher, mas que ela parecia muito agitada e que eles ficavam com medo de se aproximar mais, pois não sabiam que tipo de reação ela poderia ter com a abordagem.

A moradora ainda destacou o capricho que a moradora tem com as flores que mantém em jarros com água, mas que não sabe o que pode ter acontecido para a jovem acabar no local.

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