Na manhã desta segunda-feira (16) os colegas de profissão e familiares dos quatro motoristas de aplicativo que foram mortos em Salvador na última sexta-feira (13) realizaram um protesto que aconteceu na região do Centro Administrativo da Bahia (CAB), que fica na capital do estado, em Salvador.

O grupo que protestava no local se reuniu próximo a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Por volta das 10h20, o grupo que estava protestando saiu pela cidade em uma carreata que contou com um buzinaço e foi em direção à sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).

Logo depois, por volta de 12h, o grupo de pessoas realizou novamente uma carreata e um buzinaço que aconteceu através da avenida Paralela.

Eles iriam dirigir até a avenida Tancredo Neves, onde fica localizada a sede da Uber e da 99Táxi na cidade. No protesto, os motoristas contaram com cartazes de pedidos de Justiça e também uma maior segurança para as pessoas que trabalham pelas ruas de Salvador todos os dias.

Crimes chocam população

O presidente do Sindicado dos Motoristas por Aplicativo, Átila Santana, declarou em entrevista ao G1 que eles estão agora junto com as polícias civil e militar acompanhando os desdobramentos do caso. Ele conta ainda que a Polícia tem se mostrado muito empenhada na investigação deste caso, e é preciso que eles consigam respostas agora a respeito do que aconteceu em relação a estes crimes bárbaros.

A esposa de uma das vítimas dos crimes também compareceu ao protesto dos motoristas, mas preferiu não se identificar.

Ela, no entanto, declarou que está sendo um momento muito difícil em sua vida.

A mulher ainda contou que o marido costumava tomar cuidado para não acabar trabalhando até muito tarde, devido à preocupação que ele tinha com a violência da cidade. A esposa da vítima ainda declarou que os motoristas todos os dias levantam às 5h para trabalhar, não por gostarem, mas por necessidade.

A mulher relembra a última conversa com o marido, quando os dois conversavam sobre os detalhes do dia a dia, como marcar uma consulta no médico, e que mesmo quando ele estava com passageiro, ele costumava atendê-la e avisava que estava com passageiro no momento.

Devido a isso, ela estranhou o marido não ter atendido ela nesse dia, e fazia muito tempo que ele não visualizava suas mensagens no WhatsApp.

A esposa da vítima conta que soube a respeito do crime através da seguradora do veículo que o marido usava para trabalhar. Eles ligaram falando que haviam achado o carro, e ela respondeu que o carro não estava perdido e nem foi assaltado.

Logo depois ligaram novamente, e ela pensou que fosse um trote. Após isso, ela acabou ligando para um outro número da seguradora e confirmou a situação. Ao ligar para a polícia, ela teve a confirmação do crime, e o carro foi encontrado destruído.

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