No último sábado (14), um pecuarista da pequena cidade mineira de Unaí, chamado José Eugênio Adjuto, de 57 anos, também conhecido como Zecão Adjuto, foi a um bar usando uma braçadeira com a suástica, o símbolo adotado pelo nazismo.

A cena causou indignação nos presentes e revolta nas redes sociais no último fim de semana. Nesta segunda-feira (16), a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o ocorrido e testemunhas foram ouvidas na 1ª Delegacia de Polícia da cidade.

Atuação da polícia

Embora a Polícia Civil esteja investigando o caso, por pouco este homem não teria sofrido as consequências de seu estranho ato.

Pois no dia do acontecimento, clientes tentaram acionar a Polícia Militar para que fosse tomada uma providência, mas os agentes do 28° Batalhão foram ao local e entenderam que nada de errado estava acontecendo naquele bar.

Uma cliente que estava presente no bar filmou o homem com a suástica. As imagens mostram o momento em que os policiais militares conversaram com um funcionário do estabelecimento. A PM mineira divulgou uma nota nesta segunda-feira dizendo que o “caso em tela não se almodava com precisão ao crime previsto no artigo 20". O referido artigo 20 da Lei nº 7.716, de 1989, no entanto, entre outras coisas diz que veicular símbolos que utilizem a cruz suástica pode dar de dois a cinco anos de prisão e multa.

A PM também afirmou que um procedimento administrativo foi aberto para apurar a conduta dos agentes da lei e ressaltou que repudia crimes de discriminação e apologia ao crime e também símbolos que faltem com respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana.

Problemas psíquicos

Francisco Adjuto, primo de José Eugênio Adjuto, por meio de texto publicado no Facebook disse que abomina a atitude do primo e o parente tem problemas mentais. Francisco também afirmou que este fato é de conhecimento de muitas pessoas que também conhecem o pecuarista, mas Francisco Adjuto fez questão de dizer em seu texto que acredita que seu parente, apesar dos problemas psíquicos, tenha agido de maneira consciente e por esta razão, não iria compactuar com a atitude do familiar.

Francisco também pediu desculpas para a sociedade local pelo incidente. O sobrenome Adjuto é popular na cidade de 75.000 habitantes, localizada a 600 quilômetros da capital Belo Horizonte.

Em nota, o Booteco Bar e Restaurante confirmou o incidente e disse que não apoia discriminação e que a situação foi resolvida da melhor maneira possível pelos policiais militares, que agiram sem violência e "sob a égide da lei".

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