A Polícia Federal gravou vídeos e áudios que mostram supostas propinas sendo desviadas para parlamentares. Essa propina diz respeito a obra da adutora Capivara, na cidade de Uiraúna, Paraíba. A Operação Pés de Barro, como foi denominada pela Polícia Federal (PF), utilizou a delação premiada para desenvolver as investigações que apontam como chefe do grupo o deputado Wilson Santiago.

Nas imagens, o delator encontra com o prefeito de Uiraúna, João Bosco, e solicita que a entrega do dinheiro seja feita ao deputado federal Wilson Santiago (PTB), que segundo acusações teria recebido cerca de R$ 1,2 milhão com o esquema.

De acordo com a investigação, a empresa COENCO havia sido contatada por um valor de R$ 24,8 milhões com a finalidade de construir a adutora, porém, de acordo com as negociações entre o deputado federal e o dono da empresa, George Barbosa, ficou acertado o repasse de 10% para o parlamentar e 5% para o prefeito, João Bosco Nonato Fernandes.

Conforme as investigações, no dia 23 de outubro de 2019, João Bosco Nonato Fernandes e o dono da empresa conversam em um quarto de hotel na cidade de Sousa, na Paraíba. Após a conversa, o prefeito recebe uma sacola, que segundo a PF continha R$ 25 mil.

Outro vídeo mostra que no dia 0 de novembro o secretário Israel Nunes de Lima foi ao encontro do delator na praça de alimentação do aeroporto de Brasília que o aguardava com uma mochila constando R$ 50 mil, após uma conversa rápida o secretário vai embora levando consigo a mochila em direção à Câmara dos Deputados.

O inquérito surgiu de uma proposta de delação premiada que está sob sigilo de Justiça.

As prisões foram realizadas durante a operação deflagrada neste último sábado (21). Além de cumprir os mandados de busca e apreensão, foram flagrados um total de 12 encontros, onde supostamente foram desviadas recursos da adutora.

Prisões e afastamentos dos cargos

Neste sábado, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete de Wilson Santiago na Câmara, em Brasília.

O parlamentar foi afastado do cargo pelo ministro Celso de Mello (STF). Um total de 13 envolvidos entre assessor, funcionários e um empresário, também receberam mandados de busca e apreensão e afastamento de suas funções nas cidades Paraibanas de Rio de Peixe e Uiraúna (PB) e Brasília (DF).

De acordo com a Polícia Federal, os acusados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, fraude licitatória, além de organização criminosa.

Em nota, Santiago nega as acusações e diz que tomará “medidas cabíveis para que a verdade venha à tona” e que sejam restabelecidos seus direitos. Já a defesa do prefeito João Bosco informou que está estudando os fatos apontados pela PF para, por fim, se pronunciar.

Em um dos vídeos, o prefeito de Uiraúna aparece com um volume de dinheiro escondido na cueca. O mesmo foi preso juntamente com seu motorista. Os assessores de Santiago, Israel Lima e Evani Ramalho também estão presos.

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