Uma confraternização familiar terminou de forma trágica e dramática no salão de festas de um prédio, localizado na rua Waid José Alau, no bairro Ouro Preto (que fica na região da Pampulha), na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A tragédia

Tudo começou quando um pai saiu com seu irmão e com seu filho (de 2 anos e três meses de idade) em sua caminhonete para buscar mesas e cadeiras para um almoço que estava acontecendo no salão de festas do prédio. Na entrada do edifício, todos desembarcaram e descarregaram todo o material que estava no veículo. Por volta de meio-dia, o pai deu um balão para seu filho brincar e voltou ao veículo para fechar a tampa do bagageiro e guardá-lo na garagem.

Ele, então, entrou no veículo olhou pelos retrovisores para ver se área estava livre para manobra, ligou o motor e iniciou a manobra para guardar o carro. Quando iniciou o processo de locomoção dando marcha à ré sentiu um impacto e pensou em se tratar de um degrau no percurso e acelerou e sentiu outro impacto na roda da frente. Foi aí que o pai notou que seu irmão (o tio da criança) acenava desesperadamente. Ele desceu e se deparou com seu filho caído ao chão e todo cheio de ferimentos pelo corpo.

O socorro

O desespero tomou conta de todos e o pai tomou os filhos no braço e ficou correndo de um lado para o outro na garagem, enquanto os outros familiares ligavam para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), porém, enquanto respondiam às perguntas da atendente, resolveram eles próprios a socorreram o menino e levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Terezinha.

No caminho da unidade de atendimento, eles acharam melhor levar a vítima para o Hospital Odilon Bherens e se depararam com uma viatura da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e pediram para que os policiais os ajudassem a ir até a instituição, o que foi feito imediatamente e, por volta de meio-dia e meia eles chegaram ao hospital. A criança chegou com uma parada cardíaca e foi prontamente atendida e os médicos tentaram a reanimação, porém, sem sucesso e o garotinho morreu trinta e sete minutos após dar entrada na unidade.

Ocorrência policial

O pai da vítima foi orientado a acompanhar o policial até o Detran e registrou um Boletim de Ocorrência. Ele aceitou fazer o teste do bafômetro e foi constatado de que não houve nenhuma ingestão de bebida alcoólica. Ele finalizou dizendo que o seu veículo não tinha sensor traseiro de estacionamento e nem câmera de ré e que, devido ao pequeno tamanho da criança, não foi possível vê-lo pelo vidro retrovisor.

O lugar onde a tragédia aconteceu foi isolado e foram solicitadas as imagens das câmeras de segurança do local para a investigação da Polícia Civil.

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