Pela segunda vez a recepcionista Rênia de Souza, de 38 anos, vive o drama de perder um filho adolescente de forma violenta. Ela é mãe de Emanuelle Souza Batista, de 14 anos, que foi assassinada por outra adolescente, de 15 anos, com 35 facadas e depois teve o corpo queimado, em Rio Verde, no estado de Goiás. Três anos antes, o filho mais velho dela, Bruno Souza Gomes, então com 16 anos, foi morto a tiros em uma emboscada.

Para superar a perda precoce dos filhos, Rênia conta que faz trabalho psiquiátrico e faz uso de medicamentos.

“Vou ao psiquiatra e estou fazendo tratamento" explicou a mãe das duas vítimas. "Estou tomando remédio, senão ficaria louca”, disse a mulher que também é mãe de um rapaz de 21 anos, único de seus três filhos ainda vivo e que atualmente mora na Bélgica.

Mortos em emboscadas

Em agosto de 2017, Bruno foi morto a tiros por supostamente ter se envolvido com a ex-namorada de um dos suspeitos. Um dos envolvidos, identificado como e Lucas Alves Rodrigues, de 24 anos, atraiu a vítima até um lugar deserto, em Rio Verde, perto de uma rodovia, local frequentando por usuário de drogas.

Mas Lucas não foi ao local combinado. Quem estava lhe esperando, de acordo com o apontado pelas investigações, era Murilo Soares de Assis, de 25 anos. Foi ele quem efetuou os disparos que mataram Bruno. Os dois suspeitos foram presos no final do ano passado.

Já Emanuelle morreu em circunstâncias parecidas e o crime também teria sido provocado por ciúmes, além de mensagens que a vítima teria postando nas redes sociais falando mal da adolescente que a matou.

De acordo com Rênia, sua filha conversava com o namorado da suspeita e isso teria despertado ciúmes. “Eu sabia que ela conversava com o namorado da menina e que ela tinha ciúmes”, disse.

Com a promessa que dividiriam uma quantidade de drogas que estava escondida em uma mata, a suspeita atraiu a vítima até o local onde a matou com 35 facadas. Posteriormente, ela ainda voltou ao local e incendiou o corpo, que só foi achado dois dias depois do desaparecimento da jovem.

A adolescente suspeita foi presa nesta semana e admitiu o crime para as autoridades.

Não agiu sozinha

A recepcionista acredita que a adolescente apreendida não agiu sozinha. "Claro que tem mais gente. Minha filha tinha 1,7 metro e 60 kg”, diz a mulher, chamando a atenção para o fato da colega não dispor do mesmo porte físico da filha e por isso não ser capaz de dar conta da vítima.

A Polícia, no entanto, ainda trabalha com a hipótese da adolescente ter mesmo praticado o crime sem ajuda de ninguém. A Justiça decretou seu recolhimento pelo prazo de 45 dias. Câmeras de segurança ajudaram, a chegar até a adolescente, que foi apreendida na última terça-feira (10), em sua casa.

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