A troca de farpas entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (27). Após receber supostas ameaças de morte em seu telefone celular, o que fez sua casa receber escolta policial, o tucano disse não temer Bolsonaro e seus “bolsominions”, termo pejorativo usado para se referir aos apoiadores do presidente.

Na última terça-feira (24), Bolsonaro havia feito um pronunciamento na televisão a qual criticava a quarentena imposta pelos governadores, dentre eles Doria, e pedia que as pessoas voltassem às suas atividades normais, tomando os devidos cuidados com a higiene e também com as pessoas de idade.

Doria condenou o pronunciamento feito pelo presidente e no dia seguinte eles chegaram a discutir durante uma videoconferência com governadores da região sudeste.

Na quinta-feira (26), o governador teria recebido algumas mensagens de morte em seu telefone celular, algumas delas até falavam sobre invadir sua residência, que fica no bairro Moema.

"Não tenho medo de bolsominions"

O governador paulista disse que os números de telefone das quais partiram as mensagens já estão sendo investigados e que não tem medo do Bolsonaro, de seus filhos ou de seus apoiadores. “Eu não tenho medo de Bolsonaro e de bolsominions", falou o tucano. Um boletim de ocorrência foi registrado pelo governador no 15º Distrito Policial, que fica no bairro Itaim.

De acordo com o governador, as primeiras mensagens começaram a chegar em seu aparelho celular por volta das 21h30, além de telefonemas com xingamentos e expressões chulas. Ele afirma que essas mensagens partiram do que ele chama de “gabinete do ódio” situado em Brasília e que tem apoiadores do presidente envolvidos.

Doria disse ainda que uma hora depois o teor das mensagens passou a ser mais duro, com ameaças de constrangimentos, agressões físicas, morte e invasão de sua casa. Por conta disso ele decidiu registrar um boletim de ocorrência e a Polícia Civil abriu investigação e os autores das ameaças ainda não foram identificados.

Dez números de telefones

Neste sábado o governador entregou dez números de celulares além de prints das mensagens ameaçadoras que recebeu na última quinta-feira.

Uma das ameaças, de acordo com reportagem publicada pelo portal G1, cobra do chefe do executivo paulista a suspensão da determinação de fechar o comércio. A decisão foi tomada como medida para conter o avanço do coronavírus no estado. Algumas mensagens chamam Doria de traidor e outras o acusam de comercializar álcool em gel.

Todo o material foi reunido em um documento e entregue ao Departamento de Operações Especiais Estratégicas (Dope).

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