As redes sociais Facebook e Instagram apagaram nesta segunda-feira (30) vídeo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) postou no dia anterior. O que motivou as redes sociais a retirar de suas plataformas o vídeo foi que Bolsonaro afirmou na filmagem que o uso do medicamento hidroxicloroquina está “dando certo em todo lugar” no tratamento da Covid-19, o problema é que não foram apresentadas provas para esta afirmação.

Bolsonaro fez a afirmação enquanto fazia um passeio em diferentes locais de Brasília. A declaração contraria as regras das redes sociais em relação às informações sobre a pandemia.

Estas regras preveem a remoção de publicações que fazem alegações falsas sobre curas e tratamentos. O medicamento citado por Bolsonaro encontra-se em fase de testes e ainda não há comprovação de eficácia contra o novo coronavírus.

Twitter

A publicação já havia sido banida do Twitter e de acordo com informações da Folha de S.Paulo, foi considerada pelo Facebook como a mais grave no que diz respeito à suposta eficácia da hidroxicloroquina, em comparação com outras postagens do próprio Bolsonaro sobre o medicamento.

O presidente já havia citado a hidroxicloroquina em transmissões ao vivo, cujos vídeos foram mantidos pelo Facebook. No vídeo que foi removido, Jair Bolsonaro conversa com trabalhadores informais de Taguatinga, ouve críticas relacionadas à quarentena e afirma que havia acabado de chegar para ele um estudo francês confirmando a informação.

Primeira vez

Esta é a primeira vez que Bolsonaro tem uma postagem excluída do Facebook. O presidente tem no momento 12,2 milhões de seguidores na rede social. Outros exemplos de chefes de Estado que têm boa presença no Facebook são: Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do México, López Obrador.

Os três possuem bem menos seguidores que Bolsonaro.

Jair Bolsonaro fica atrás do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem 28,5 milhões de seguidores, e também do primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, que possui 45 milhões. Em 2019 o Facebook anunciou uma tolerância maior com postagens de políticos, embora não tenha descartado a possibilidade de enquadrá-los nas regras de uso da rede social, como aconteceu agora com a postagem de Bolsonaro sobre a hidroxicloroquina.

O Twitter foi a primeira rede social a remover conteúdo do presidente brasileiro, foram removidas duas postagens realizadas no dia do passeio de Bolsonaro em Brasília. Antes, a rede social havia removido conteúdo do ditador da Venezuela Nicolás Maduro, que afirmava que uma receita caseira de uma bebida poderia ser eficaz no tratamento da Covid-19.

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