A funcionária de um supermercado localizado na cidade de Araucária, região de Curitiba, no Paraná, foi morta com um tiro após uma confusão com um cliente, que foi impedido de entrar no estabelecimento sem estar usando máscara de proteção. Dois envolvidos no caso foram presos em flagrante.

De acordo com informações passadas pela Guarda Civil Metropolitana, a confusão começou quando empresário Danir Garbossa, de 58 anos, quis entrar no supermercado sem usar a máscara de proteção e foi impedido por um funcionário do estabelecimento. Em razão da pandemia do novo coronavírus, o uso do equipamento de proteção se tornou obrigatório na cidade.

Ainda de acordo com GCM, o empresário insistiu em entrar sem máscara, agrediu um funcionário que teria lhe oferecido uma e ainda entrou em luta corporal com um dos seguranças do estabelecimento.

O cliente ainda teria tentado tirar a arma do segurança e ela disparou, atingindo Garbossa de raspão. Houve um segundo tiro, que acabou acertando Sandra Ribeiro, de 45 anos, que morreu no local.

Ela foi sepultada na tarde desta quarta-feira (29), no Cemitério Municipal Jardim Independência. Parentes e colegas de trabalho, todos usando máscaras de proteção, compareceram ao enterro.

Empresário e segurança detidos

Câmeras do sistema de segurança do supermercado registraram toda ação quando o empresário agride um dos funcionários e começa a luta antes de Sandra ser atingida pelo tiro.

Garbossa foi levado para um hospital e após atendimento foi preso em flagrante e autuado por lesão corporal, perturbação a organização de trabalho e violação a determinação do poder público para evitar doenças contagiosas.

Já o segurança Wilhan Soares, de 28 anos, que estava com a arma de onde partiu o tiro, também foi detido por homicídio culposo e a arma, que estava em situação regular, apreendida para perícia.

Ele trabalha para uma empresa que presta serviço terceirizado ao supermercado e disse que disparou apenas uma vez em legítima defesa e disse não se lembrar de um segundo disparo. Soares disse ainda que tentou conter a ação do empresário, que queria tomar sua arma. “No intuito de não perder a arma, ele acabou efetuando um disparo”, disse o delegado Tiago Wladyka, responsável pelas investigações.

O que dizem as partes envolvidas

A rede de supermercados Condor, onde Sandra trabalhava, disse que lamenta a morte de sua funcionária e que está colaborando com as investigações das autoridades. A empresa informou ainda que um funcionário ofereceu uma máscara para o cliente entrar no estabelecimento, mas ele se recusou a usá-la.

Empresa para qual o segurança do supermercado trabalha, o Grupo Protege, informou em nota que também está colaborando com as investigações.

Por fim, o advogado de defesa do empresário disse que seu cliente responderá “efetivamente pelos atos que praticou”, mas não pode responder pelos atos que “não teve qualquer gerência”. A defesa diz ainda que ele deveria ter entrado no estabelecimento de máscara e que o tiro partiu do segurança.

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