Com o colapso no sistema funerário em Belém, um dos funcionários chegou a relatar a situação em que se encontra o local. " cheio aí, meu amigo. um caos. Caos!", disse o funcionário. O caos relatado teria sido ocasionado pela pandemia do coronavírus, que está resultando em um grande número de mortos por todo o mundo. No Brasil, o número já ultrapassa a marca dos 5 mil.

Nas imagens registradas pelo repórter cinematográfico Álvaro Ribeiro, da TV Globo, é possível notar a dificuldade na locomoção do funcionário dentre os corpos no chão. Todo o espaço estava ocupado por cadáveres, todos por cima um dos outros, uma cena um tanto chocante.

Nem todos os corpos se tratam de vítimas do Covid-19. Foi deixado claro que ali continham pessoas que morreram em decorrência do vírus e outras naturalmente, além de outros fatores. Segundo informações de dados levantados pelo Ministério da Saúde, o número de óbitos no Pará chegou a 309.

Aumento de 222%

No último dia 25 de abril foram registradas 95 mortes no Pará, número esse que cresceu para 307 neste sábado (2), um aumento de 222%, acima da média de crescimento nacional, que é de 68%. No mês de abril, foi registrado um aumento de 116% quanto à remoção dos corpos, seja qual for a causa da morte.

Familiares e amigos das vítimas vêm sofrendo com a demora para a liberação e sepultamento de seus entes queridos, isso porque, a grande demanda vem sobrecarregando o sistema funerário em muitos lugares do país, principalmente no Pará, onde só vem crescendo o número de mortos.

Pessoas que acabaram falecendo em casa, os familiares alegaram que os corpos chegaram a ficar cerca de 20 horas nas casas, à espera da remoção dos mesmos para serem conduzidos ao Instituto Médico Legal (IML). Foi informado que pelo menos mais dois veículos para a remoção dos corpos foram cedidos e também uma intensificação na equipe e preparo das verificações de óbito.

No último sábado, encontrou-se uma fila de carros funerários que aguardavam somente a liberação dos corpos. Segundo um dos funcionários, a maioria dos corpos se tratavam de vítimas do Covid-19. Foi feita uma tenda para que os familiares pudessem aguardar também.

Em entrevista no local, a família de uma das vítimas conta que o corpo permaneceu por 4 dias até a liberação, e outros alegam que a grande demora é absurda.

As pessoas aproveitaram o momento para conscientizar também e pedir para que todos fiquem em casa, para maior segurança de todos.

Segundo informações, em Belém, todos os leitos da UTI já se encontram ocupados, sendo 95% com vítimas do coronavírus. No estado, em geral, são cerca de 91% dos leitos ocupados, também em sua maioria com os infectados pelo vírus.

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