A mulher que está sendo indiciada por homicídio culposo após a morte do filho de sua funcionária, Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu após cair do 9º andar de um prédio no Recife, na última terça-feira (2), é Sari Gaspar Cortes, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker. Quando o filho caiu do prédio conhecido como Torres Gêmeas, sua mãe, Mirtes Teixeira, estava passeando com os cachorros de seus patrões. Diante do caso, a primeira-dama da cidade de Tamandaré pagou uma fiança no valor de R$ 20 mil e vai responder o processo em liberdade.

Segundo informações divulgadas pelo G1, a polícia não passou oficialmente a identidade da mulher indiciada, porém, a mãe do menino afirmou à TV Globo que trabalhava para o prefeito e para sua esposa.

Além disso, a identidade da mulher também foi confirmada por outros parentes da vítima para o jornal O Dia. Até o momento, o prefeito Sérgio Hacker não comentou o ocorrido. Procurado por telefone, ele desligou logo após o jornalista se identificar e falar o motivo de sua ligação. Além disso, a assessoria de imprensa da cidade também não se pronunciou sobre o assunto.

Patroa agiu com negligência, diz polícia

Segundo informações da Polícia, Sari agiu com negligência, já que deveria estar cuidando do menor de idade no momento em que aconteceu a queda, por isso, terá que responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Devido à paralisação das escolas devido ao coronavírus, sem ter com quem deixar o filho, Mirtes acabou levando Miguel para a casa da sua patroa.

Quando saiu com os cachorros de sua patroa para passear, Miguel teria fiado agitado e, por isso, tentado encontrar a mãe. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que a patroa de Mirtes aperta o botão do elevador, que no momento estava no 5º andar, e, em seguida, deixa Miguel sozinho no aparelho.

Momentos depois, a criança caiu do 9º andar, chegou a ser socorrido, mas chegou já sem vida ao Hospital da Restauração.

Delegado se pronuncia

O delegado responsável pelo caso, Ramón Teixeira, diz que Miguel teria tentado entrar sozinha no elevador uma primeira vez, e foi retirado. Contudo, não satisfeito, ele teria retornado ao aparelho e, neste momento, o delegado afirma que ocorreu “um fator determinante” que alternou o seu “entendimento técnico-jurídico do ocorrido”.

Teixeira afirma que, "enquanto a criança apertou os botões, a moradora, possivelmente, cansada de tentar tirar a criança (do elevador), ela aperta um outro andar superior ao apartamento em que residia e a criança fica só no elevador".

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