No último domingo (07), os pais do menino Miguel Otávio de Santana, de 5 anos de idade, pronunciaram-se a respeito do falecimento da criança. Miguel caiu do 9º andar de um prédio de luxo, localizado na cidade do Recife, Pernambuco, ainda na última terça-feira (02). Na ocasião, ele havia sido deixado aos cuidados da patroa de sua mãe, Sari Côrte Real, enquanto ela passeava com os cachorros.

Ao comentar a respeito da morte do filho, Paulo Inocêncio, o pai de Miguel, chegou a firmar que ele nunca pensou que o garoto morreria. De acordo com Paulo, esse pensamento ainda não pode passar pela sua cabeça para que ele consiga viver.

Em negação, Inocêncio chegou a afirmar que ele age como se o seu filho estivesse viajando.

De acordo com informações publicadas pelo G1, Miguel era uma peça central de sua família. Assim, para o seu pai, o menino era uma espécie de parceiro. Para a mãe, Mirtes Santana, o garoto era uma espécie de super-herói.

Ao conversar com o "Fantástico", programa jornalístico exibido pela Globo, Mirtes destacou que vivia e trabalhava para que o seu filho pudesse ter tudo o que gostaria e o que precisava. Na ocasião, ela destacou que deu uma série de brinquedos que o garoto queria de presente e dedicava o seu salário a pagar uma escola e um plano de saúde para ele.

Conforme o abordado na reportagem do "Fantástico", Mirtes e Paulo estão separados há cerca de 3 anos.

Entretanto, o pai de Miguel o levava para passar um tempo com ele no sítio em que vive a cada 15 dias.

Ao falar sobre os passeios em sua casa, Paulo Inocêncio destacou que Miguel possuía um bezerro e uma criação de galinhas no sítio. Além disso, ele também fez questão de afirmar que o imóvel no local, bem como todo o restante do sítio, pertenciam a Miguel e não a ele.

Mãe de Miguel fala sobre o dia do acidente

De acordo com a reportagem em questão, durante a pandemia do novo coronavírus, Mirtes e a avó do menino seguiam para Tamandaré, cidade localizada a 100 quilômetros de Recife com o objetivo de trabalhar na casa do prefeito Sérgio Hacker e de sua esposa, Sari Côrte Real.

Ao comentar sobre as idas de Miguel até a casa em que trabalhava, Mirtes destacou que o filho gostava disso, visto que ele tomava banho de piscina e brincava com os filhos de Sari. Assim, no dia do acidente tudo parecia exatamente como em qualquer outra ocasião. Mirtes relata que se levantou no mesmo horário e chamou Miguel para ir com ela ao trabalho por não ter com quem deixar o menino.

Posteriormente, ela relatou que desceu com a cachorrinha da patroa por volta das 13h e deixou o filho aos cuidados dela. Assim que ela retornou do passeio, ouviu o zelador afirmando que alguém havia caído do nono andar e, então, ela viu Miguel no chão. Na ocasião, o menino ainda estava vivo.

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