Uma mulher de 27 anos veio a óbito alguns dias após dar à luz seu segundo filho. A mulher foi submetida a uma cesariana e a família acusa a Maternidade Carmela Dutra, no Rio de Janeiro, de ter perfurado o intestino da mesma durante a cirurgia e a liberado do hospital sem notarem o erro médico.

Grávida morreu após complicações na cesariana

Waldianne Rodrigues foi levada para a maternidade no dia 7 de junho, após passar mal. No local, os médicos constataram que a grávida se encontrava com descontrole glicêmico e marcaram a cesariana e a internação para dois dias depois.

A mulher deu à luz no dia 9 de junho e recebeu alta no dia 11 de junho.

Segundo os médicos, ela e a criança estavam com boas condições de Saúde e sem anormalidades. No entanto, no dia 14 de junho Waldianne retornou à maternidade Carmela Dutra ao sentir muitas dores no abdome. A mulher foi medicada e realizou alguns exames, mas os médicos a liberaram alegando que a dor seria causada por gases.

No dia seguinte a mulher foi novamente à maternidade e passou por mais exames. Após o quadro clínico se agravar, ela foi transferida para o Hospital Municipal Salgado Filho e, na unidade de saúde, foi submetida a novos exames e a uma tomografia, que detectou uma lesão em seu intestino. Ela ficou vinte dias internada em estado grave e veio a óbito no dia 5 de julho. O atestado de óbito revela que a causa da morte foi lesão no cólon, infecção generalizada, peritonite fecal e insuficiência renal aguda.

Família acusa hospital pela morte da grávida

Cristina Rodrigues, irmã da vítima, disse que sua irmã entrou boa na maternidade e que saiu de lá com muita dor e com o intestino perfurado, o que a levou à morte. Ela pede por justiça e disse que a irmã deixou duas crianças pequenas. Além da bebê recém-nascida, ela tinha também um menino de três anos, que chora perguntando pela mãe.

A família acusa os hospitais de terem demorado para entregar os laudos e prontuários da paciente. Segundo a irmã de Waldianne, eles só conseguiram os documentos depois de um ofício da Defensoria Pública. A moça contou que o Hospital Salgado Filho não esclarecia nada e que as notícias sobre a mulher só vinham por mensagens, em uma linguagem que não dava para entender.

Cristina disse que foi muito descaso nos vinte dias em que a irmã esteve internada no local.

Nota de advogados da família da grávida

Segundo nota de Maria Beatriz Pereira Ramos, advogada da família de Waldianne, eles entrarão com uma representação contra o município pedindo indenização pela morte. Ela disse ainda que a morte de Waldianne não é uma fatalidade, mas sim uma tragédia, já que tudo indica que houve erro médico durante a cirurgia e no pós-operatório.

A mulher afirmou que a grávida teve o intestino perfurado durante a cesárea, que os médicos não perceberam e a liberaram para casa dois dias depois. Ainda segundo a nota, a vítima voltou três vezes ao hospital com muitas dores abdominais, onde foram administrados apenas analgésicos e remédios para o intestino funcionar, sem ao menos realizar um exame de imagem.

A advogada disse que, de acordo com os prontuários, Waldianne foi internada no dia 14 deambulando com ajuda e com frequência cardíaca de 144 e só no sexto dia os médicos constataram que o intestino estava perfurado e que fezes estavam vazando em seu abdome. A profissional disse que vão provar que houveram erros que levaram a paciente a óbito.

Nota do Hospital

O Hospital Maternidade Carmela Dutra disse lamentar o óbito da paciente e que investigarão as circunstâncias de sua morte. A Secretaria Municipal de Saúde revelou que a maternidade já ouviu os profissionais que fizeram o atendimento da mulher. Ainda segundo a secretaria, o Hospital Salgado Filho realizou aquele fluxo de informações aos familiares por causa da pandemia e do risco de contaminações.

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