Francisco de Assis Pereira, de 52 anos, mais conhecido como o maníaco do parque está preso no interior de São Paulo, na penitenciária de Iaras. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o condenado ocupa seus dias fazendo trabalhos manuais de crochê e tricô.

Agentes Penitenciários

De acordo com informações dos agentes penitenciários, Francisco passa horas do seu dia sozinho no pátio da prisão bordando e tricotando peças como toalhas e tapetes para os banheiros. Os agentes afirmam que ele está sempre quieto, sozinho e cabisbaixo.

Os materiais confeccionados por Francisco eram uma fonte de renda no presídio, o maníaco do parque ganhava uns trocados realizando a venda de seus produtos para visitantes de outros condenados.

Sua atividade, porém, foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, que resultou na proibição de visitantes em presídios.

Até o início deste ano de 2020, uma fábrica de sapatilhas e calçados fazia parte das oficinas da instituição, Francisco trabalhou nela até o fechamento. Após o encerramento das atividades na oficina, ele passou a se dedicar aos trabalhos manuais.

Ainda de acordo com os agentes penitenciários, o homem é uma pessoa extremamente reservada. Ele passa a maior parte do tempo sozinho sendo visto na instituição como um preso bastante discreto.

Participando dos cultos evangélicos na prisão semanalmente, ele também lê a Bíblia Sagrada todos os dias e pode ser observado em seus momentos de orações, as quais realiza em voz baixa e com os braços erguidos ao céu.

Obesidade

Francisco Pereira é um presidiário que não tem o hábito de se exercitar, desde que entrou no presídio ele nunca participou dos eventos de esporte da prisão.

Com uma vida totalmente sedentária, o maníaco do parque chegou aos 100 quilos, e seu estilo de vida resultou no medo de ser contaminado pelo novo coronavírus.

Dentro da penitenciária de Iaras ele é considerado um presidiário de bom comportamento, nunca se envolveu em atritos dentro da instituição e muito disciplinado é considerado pela instituição "ficha limpa".

Dividindo a cela com mais 11 condenados, Francisco se obriga a quebrar o isolamento no fim do dia quando os presos são encaminhados ao xadrez.

À partir das 17h todo são trancafiados em suas celas, até o dia seguinte. A cela onde os doze condenados ficam tem um banheiro e uma televisão coletiva.

Camas

Nas celas do presídio apenas nove camas estão disponíveis, desta forma os prisioneiros mais novos são obrigados a dormir no chão, que é chamado de praia. Como Francisco é um dos veteranos na cadeia, ele tem o direito de dormir na pedra, uma cama de cimento com um colchonete fino.

De acordo com a instituição, Francisco não recebe visitas há muito tempo, o que acontecia durante os primeiros anos de condenação.

Durante uma rebelião sangrenta na Casa de Custódia no ano 2000, a morte do maníaco do parque chegou a ser divulgada, porém ele foi salvo pela intervenção de outros presos.

Sua mãe que chegou a viajar após a notícia e deu graças a Deus ao descobrir que o filho ainda estava vivo.

Além da falta de visitas, Francisco costumava receber milhares de cartas nas prisões em que passou, porém em Iaras isso também não acontece mais.

O presídio de Iaras, onde o maníaco do parque cumpre sua pena, atualmente é dedicado a condenados por abuso e detentos ameaçados de morte por companheiros de outras instituições.

Francisco foi condenado por abusar sexualmente e assassinar seis mulheres, e pela tentativa de assassinato de mais nove.

Condenado a 284 anos de prisão, o maníaco do parque poderá ter o direito de cumprir regime semi-aberto a partir de 2032.

Siga a página Coronavirus
Seguir
Siga a página Polícia
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!