Na missa deste último domingo (23), um padre da paróquia São João Batista, em Visconde do Rio Branco, no estado de Minas Gerais, causou uma grande polêmica ao dizer abertamente que fiéis que estão esperando a vacina contra o novo coronavírus para voltar a frequentar as igrejas deveriam morrer antes disso.

Declaração

A missa, que causou muita polêmica foi transmitida ao vivo pelo perfil oficial da paróquia no Facebook. Durante a transmissão, o padre disse que neste momento é possível ver quais são os fiéis que realmente amam ou não a eucaristia. Ele inclusive usa como exemplo fiéis que estão saudáveis e mesmo assim afirmam que só voltarão a frequentar as igrejas após a vacinação.

O religioso ainda declara que a vacina não deveria aparecer para estas pessoas, ou que elas deveriam morrer antes mesmo da descoberta e distribuição do medicamento.

Ele ainda dá continuidade às declarações e afirma que pessoas que não apresentam nenhum tipo de problema e que não se enquadram nos grupos considerados de risco apenas mostram que não tem fé alguma.

Repercussão

As declarações polêmicas do padre de Visconde de Rio Branco causou diversas reações nas redes sociais. O vídeo foi altamente compartilhado no Twitter e internautas pediam para que ele fosse compartilhado até chegar aos lugares certos. Alguns dos internautas pediam que o padre respondesse por uma alegação considerada por eles miserável e de conduta inadmissível.

Padre Antônio Firmino pediu desculpas publicamente após a grande repercussão do caso.

"Tenho que pedir desculpas para aquelas pessoas que se sentiram ofendidas com as minhas palavras", disse o pároco, que classificou o comentário feito por ele na missa como "infeliz".

Coronavírus

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a abertura ou não de igrejas e templos religiosos tem causado polêmica.

As igrejas, assim como este padre, defendem que todas as medidas de prevenção e segurança estão sendo tomadas nas instituições, o que não justificaria nem o fechamento e nem a falta de fiéis.

No entanto, a OMS (Organização Mundial de Saúde) não recomenda nenhum tipo de aglomeração e defende o distanciamento social. Mesmo que não se enquadrem no chamado grupo de risco, muitas pessoas sentem medo por seus familiares que fazem parte do grupo, um dos motivos que levaram fiéis a se revoltarem contra o pronunciamento do religioso.

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