Nesta terça-feira (13), ocorreu a estreia do programa "Espaço CNN", tendo como convidado Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e responsável pela soltura de André do Rap, suposto líder do PCC.

Enquanto dava entrevista aos apresentadores da CNN Rádio Sidney Rezende e Thais Herédia, o ministro se sentiu incomodado com uma pergunta e interrompeu abruptamente a entrevista.

A repórter Basilia Rodrigues questionou Marco Aurélio sobre seu conhecimento de que o escritório de um ex-assessor estaria por trás do pedido de soltura de André de Oliveira Macedo, de 43 anos, mas conhecido como André do Rap, considerado líder do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Imediatamente, o ministro afirmou que tal pergunta se tratava de uma injúria e desligou o telefone.

Após o encerramento abrupto da entrevista, o âncora Sidney Rezende solicitou explicações da repórter sobre seu questionamento e logo afirmou que as perguntas são feitas para serem esclarecidas,mesmo que sejam embaraçosas. De acordo com Sidney Rezende, os princípios do jornalismo requerem que o jornalista pergunte aquilo que a sociedade deseja, ainda que seja desagradável para o entrevistado.

Plenário do STF decidirá sobre destino de André do Rap

André Oliveira de Macedo, 43 anos, é acusado de chefiar o tráfico de drogas internacional do PCC. André do Rap, como é conhecido, esteve preso, mas foi solto no último sábado por decisão do ministro Marco Aurélio.

À noite, após repercussão da soltura, o ministro e presidente da Corte, Luiz Fux, derrubou a liminar e o narcotraficante passou a ser considerado foragido, já que não se apresentou ou foi encontrado.

Segundo a Polícia federal, André do Rap possivelmente já deve esta fora do país. Sob essa desconfiança, a Polícia Federal solicitou a inclusão do nome do foragido na "lista vermelha" da Interpol, a fim de que agentes internacionais busquem pelo foragido.

Até o momento, os investigadores aguardam pela tramitação da solicitação, segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Delegado acredita que André do Rap já esteja no exterior

O delegado Fábio Pinheiro Lopes, responsável pela prisão do narcotraficante em setembro de 2019, apontou uma série de fatores que dificultaram a recaptura de André do Rap, como o trânsito internacional que faz parte da história do suposto líder do PCC, além do forte poderio financeiro, devido as várias empresas laranjas que tem.

A força-tarefa foi anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria, nesta terça-feira (13).

Mourão afirma que STF precisa 'corrigir' soltura de André do Rap

Nesta terça-feira (13), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, mostrou-se contrário à decisão do ministro Marco Aurélio Mello. Enquanto estava no Palácio do Planalto, o vice-presidente anunciou sua crítica à decisão que libertou André do Rap, supostamente líder do PCC e que teria ligações com a máfia italiana.

Segundo Mourão, o foragido é um indivíduo de alta periculosidade e ressaltou sua afirmativa justificando que o narcotraficante imediatamente já se encontra fora de alcance, "tanto que já caiu no mundo", disse Mourão ao G1.

Marco Aurélio: justificativa da soltura de André do Rap

Marco Aurélio Mello justificou a soltura de André do Rap através do trecho do pacote anticrime, aprovado pelo Congresso no ano passado e sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que determina soltura de preso quando não ocorre a revisão periódica da prisão preventiva que deve ser feita a cada 90 dias. Assim, para o ministro, há o que ele chamou de "constrangimento ilegal" da prisão.

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