Trabalhando no Hospital Emílio Ribas, no tratamento de pacientes que contraíram Covid-19, a enfermeira Mônica Calazans foi a primeira brasileira a ser vacinada contra essa doença, neste domingo (17).

Esta primeira dose foi aplicada na enfermeira, momentos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso em caráter emergencial da vacina. Mônica, mulher negra, participou como voluntária da terceira etapa dos testes clínicos da vacina CoronaVac no país, recebendo placebo.

A vacina CoronaVac é produzida em parceria entre o Instituto Butantan, de São Paulo, e o çaboratório chinês Sinovac.

Mônica Calazans foi criticada no processo

Segundo o G1, a enfermeira Mônica Calazans contou que recebeu muitas críticas pela sua participação no processo. Ainda de acordo com o G1, Mônica relatou ocorrências como piadinhas, memes, além de ter sido apelidada de cobaia de pesquisa de vacina. Mas ela optou por seguir firme e não deu importância aos fatos, pois entendia que acima de tudo isso havia um bem maior que é o combate ao novo coronavírus. Mônica tem 54 anos e recebeu a primeira dose da CoronaVac no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ao lado dela estava o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e demais profissionais de Saúde.

Mônica Calazans adverte críticos da vacina

Com este ato, a enfermeira Mônica Calazans aconselhou que todas as pessoas devem acreditar no bem que a vacina veio trazer à população brasileira.

Mônica também advertiu aos críticos desse imunizante para considerarem o número de vidas perdidas por conta da Covid-19, que vitimou pais, mães, filhos, irmãos. Mãe de um filho e responsável pela mãe, que está com 72 anos e mora sozinha, Calazans conta, conforme o G1, que seu irmão foi acometido pela doença e ela pensou que iria perdê-lo, e por isso decidiu contribuir com os testes para encontrar a cura para essa doença.

Mônica Calazans mora na zona leste de SP

Mônica é viúva, residente em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Formou-se enfermeira aos 47 anos e traz no seu currículo 26 anos de auxiliar de enfermagem.

A segunda pessoa a receber a CoronaVac foi o enfermeiro Wilson Paes de Pádua, do Hospital Vila Penteado, localizado na zona norte de São Paulo. Wilson relatou que estava muito feliz.

Ele também destacou a necessidade de contribuir para o avanço da ciência na luta contra essa pandemia do novo coronavírus. A médica geriatra Fabiana Fonseca, do setor de emergência do Hospital Padre Bento em Guarulhos, foi a terceira brasileira a receber o imunizante CoronaVac.

O portal G1, que enfatiza a lotação dos leitos na cidade de Guarulhos, informa que a técnica de enfermagem e assistente social, Vanusa Kaimbé foi a primeira indígena a se vacinar contra a Covid-19. Vanusa tem 50 anos e atua como presidente do conselho dos indígenas Kaimbé, do Estado de São Paulo. Vanusa reside na aldeia Kaimbé filhos da terra, em Guarulhos.

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