O resultado inusitado de um estudo realizado por cientistas do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT), na Austrália, publicado na revista acadêmica "Science Advances", nesta última quarta-feira (06), revelou que as abelhas tem capacidade de aprender a reconhecer cores como números de uma operação matemática concreta.

O estudo concluiu que esses insetos conseguem compreender o conceito por trás do número zero através da diferenciação das cores, e a partir daí, realizar cálculos matemáticos simples, como somar e subtrair.

Aparentemente, cálculos de adição e subtração não são tão complexos, mas para que seja realizado um cálculo desse tipo, o cérebro humano precisa utilizar duas camadas de raciocínio, a memória de longo prazo, responsável por armazenar as regras matemáticas, e a memória de curto prazo, encarregada de processar os cálculos.

Métodos utilizados no estudo

Os cientistas adotaram um método pioneiro e curioso para ensinar as abelhas que fizeram parte do estudo.

Foi utilizado um labirinto em forma de "Y", onde os insetos eram induzidos a voar pelo seu interior, que em certo ponto, bifurcava, obrigando as abelhas a ter que optar por continuar voando pela direita ou pela esquerda do labirinto. No final do percurso, dependendo de suas escolhas, as abelhas recebiam um líquido doce ou um líquido amargo.

As características e atribuições do labirinto

Cada lado do labirinto era de uma cor, azul e amarelo, com até cinco variações de tonalidades.

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A cor azul representava "+1" (soma), enquanto o amarelo representava "-1" (subtração), e as abelhas recebiam como estímulo, o líquido doce ou amargo, dependendo da escolha para onde voassem. No começo do estudo, as abelhas voavam de forma aleatória, e entravam tanto em um lado como no outro, indiscriminadamente. Quando os insetos perceberam que de acordo com suas escolhas, o estímulo (líquido) mudava, foram capazes de diferencias as cores, e voar sempre para o lado correto, onde estava a cor que representava o líquido doce.

As expectativas que o resultado do estudo gerou

De acordo com os pesquisadores que participaram do estudo, essa descoberta sugere que para realizar cálculos matemáticas básicos, não é necessariamente preciso ter um cérebro grande, o que pode ser de enorme valia para os futuros projetos na área da tecnologia, como por exemplo, a Inteligência Artificial, além de melhorias nos processos de aprendizagem rápida.

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