Um caso extremamente raro vem chamando a atenção da comunidade científica de todo o mundo. Tudo porque uma bebê chamada Itzamara estava, ainda no útero, "grávida" do seu irmão gêmeo. O caso aconteceu na cidade de Barranquila, na Colômbia.

Esta condição é chamada, no meio científico, de "fetus in fetu", ou "gêmeo parasita", algo que acontece em um em cada 500.000 nascimentos no mundo. Itzamara carregava no ventre o irmão que, apesar de estar dentro de uma bolsa amniótica e ser alimentado através de um cordão umbilical (como qualquer bebê ainda no útero), acabou não sobrevivendo devido a má-formação.

De acordo com a equipe médica liderada pelo médico ginecologista Miguel Parra, foi preciso realizar uma cesárea na pequena Itzamara, que agora passa bem.

A mãe comentou o assunto sobre o raro caso

A mãe das crianças, Mônica Vega declarou que levou um susto ao descobrir, durante a realização de um exame de ultrassom, que a criança que carregava no ventre também estava "grávida". "Nunca tinha ouvido falar em um caso desse na minha vida.

Fiquei impressionada, não esperava isso", disse Mônica, em entrevista ao programa "Los Informantes", da emissora Caracol TV. Não é para menos. Este é o primeiro caso no mundo em que a gravidez do bebê é descoberta ainda no útero da mãe.

Por conta disso, apesar de desejar ter a filha através de parto natural, foi orientada pela equipe médica a fazer uma cesárea. Principalmente porque o feto que Itzamara gerava, apesar da má formação, ainda continuava se desenvolvendo dentro do abdomên da pequena.

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Mesmo assim, Mônica aguardou até a 40ª semana para realizar o parto. "O feto não tinha cérebro e nem coração, somente as extremidades, dois braços, duas pernas e todo o corpo formado. Itzamara só foi salva porque os fetos não cresceram na mesma progressão", ressaltou Parra.

A operação para retirada do feto foi feita menos de 24 horas após o parto e durou mais de duas horas. Uma equipe composta de 13 profissionais participou do procedimento.

Todos ficaram impressionados durante a cirurgia, pois, após a retirada do pequeno feto, constatou-se que pesava cerca de 10 gramas e tinha aproximadamente o tamanho de um limão.

Já em casa, Itzamara, apesar dos pontos da cirurgia, segue crescendo normalmente, ao lado dos pais e dos três irmãos. Segundo os médicos que fazem o acompanhamento de seu estado de saúde, a pequena não terá nenhum problema futuro por conta dessa situação inusitada.

Aliás, ela é chamada, pela equipe, de "Pequena Guerreira".

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