A depressão é uma doença psiquiátrica crônica que atualmente afeta grande parte da população mundial. Esse transtorno pode provocar alterações de humor, de Saúde, de comportamento, entre outros sintomas. Todos estão sujeitos a apresentarem sintomas da depressão no decorrer da vida, contudo, mulheres que já apresentaram histórico de doença mental estão mais propensas a desenvolverem a depressão pré-natal, aquela que ocorre no período gestacional da Mulher.

De acordo com Pooja Lakshmin, professora assistente clínico de psiquiatria da Universidade George Washington, a depressão pré-natal exige um tratamento com medicação específica, embora o uso de antidepressivos também apresenta riscos. Não tratar a síndrome depressiva pode provocar efeitos profundos na mãe, no bebê e, por consequência, em toda a família.

O bebê de uma mãe que sofreu com a depressão pré-natal pode nascer prematuro e abaixo do peso ideal.

Optar pelo uso dos medicamentos, no entanto, não elimina esses fatores de risco. De qualquer modo, o tratamento psicológico e psiquiátrico de um profissional é indispensável para apoiar a gestante.

Os dados apontam que uma em cada cinco mulheres vai experimentar transtornos de humor e ansiedade perinatais, como os transtornos de ansiedade e depressão pré-natal e pós-parto e até mesmo a psicose. Nos Estados Unidos, por exemplo, 8% das mulheres são acometidas a tomarem antidepressivo durante a gravidez.

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Por aqui, um estudo do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) revela que cerca de 10% das mulheres brasileiras já sofreram ou vão sofrer de depressão pré-natal.

Fatores de risco

A dra. Samantha Meltzer-Brody é fundadora e diretora do Programa de Psiquiatria Pré-natal da Universidade da Carolina do Norte. A partir de um estudo publicado em 2017 na The Lancet Psychiatry, Dra. Samantha identificou cinco diferentes subtipos de depressão pré-natal.

Samantha ressalta que, embora o histórico de doença mental seja um agravante, este não é o único fator de risco para o desenvolvimento da depressão pré-natal. Mulheres que sofreram abuso sexual ao longo da vida, falta de apoio social e problemas financeiros também estão predispostas a desenvolver a síndrome.

Outro fator que influencia o aparecimento dos sintomas é a sensibilidade hormonal recorrente do sexo feminino.

No ciclo de vida reprodutivo, os hormônios alterados torna algumas mulheres vulneráveis a esses distúrbios mentais.

Isso significa que as mulheres que apresentam sintomas de depressão ou ansiedade no período pré-menstrual (TPM), ou que ainda reagem mal aos métodos contraceptivos, têm maiores chances de apresentarem alterações de humor pré-natais.

A gravidez na adolescência é mais um fator que pode influenciar a aparição de transtorno psicológicos na gestante.

Na puberdade, hormônios e órgãos reprodutivos femininos ainda estão em adaptação ou formação. Normalmente, a gestação precoce não é planejada e a somatória desses fatores submetem a adolescente a também sofrer com a depressão pré-natal.

Prevenção, sintomas e tratamento

A dra. Lakshmin recomenda a gravidez planejada, principalmente em casos em que as mulheres estão expostas ao fatores de risco citados anteriormente. Por isso, mulheres que já fazem tratamento psiquiátrico devem necessariamente informar ao médico que está disposta a engravidar. O médico psiquiatra é o profissional indicado para avaliar o tratamento mais indicado, da interrupção dos medicamentos para a concepção do bebê até a inclusão de antidepressivos compatíveis com a gestante.

A equipe médica é responsável ainda pelo diagnóstico dos transtornos, uma vez que no primeiro trimestre da gravidez sintomas como náuseas, vômitos e fadiga submetem mulheres que não-deprimidas as mesmas alterações de humor, saúde e comportamento que as mulheres deprimidas.

Segundo a dra. Samantha, depressão e ansiedade leve ou moderada podem ser tratadas com o auxílio de tratamentos terapêuticos com psicólogo. Já os casos mais graves exigem o acompanhamento de um médico psiquiatra e intervenção medicamentosa. Vale lembrar que o problema pode persistir após o nascimento da criança, evoluindo o quadro depressivo de pré-natal para pós-parto, por isso, a ajuda médica é indispensável durante todo o ciclo da Maternidade que apresenta algum sintoma de transtorno mental.

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